Nesta segunda-feira (10), Goiás foi palco da temperatura mais alta do Brasil, alcançando 41,4°C às 16h, conforme informações do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet). O fenômeno é resultado de uma massa de ar quente e seco que se instala entre o Norte de Goiás, o Leste de Mato Grosso, o Sul do Tocantins e o Norte de Minas Gerais. Além do calor extremo, essas regiões também registraram os menores índices de umidade relativa do ar do país.
Goiás se destacou no ranking de calor, com São Miguel do Araguaia seguindo com 41,1°C. Em Mato Grosso, os maiores termômetros foram registrados em Rondonópolis, Nova Xavantina e Cocalinho, onde as temperaturas chegaram a 40,7°C. Já em Tocantins, Formoso do Araguaia liderou com 40,5°C, enquanto os municípios de Novo Santo Antônio, Aragarças e Querência também superaram a marca dos 40°C.
No Distrito Federal, a temperatura máxima também estabeleceu um novo recorde, com a estação de Águas Emendadas marcando 34,3°C, após um domingo (9) que já havia atingido 34,1°C. A estação do Gama registrou uma máxima de 34,3°C, e na estação de Brasília, a temperatura chegou a 32°C. O Inmet ressaltou ainda a baixa umidade do ar, que afetou 47 municípios com índices iguais ou inferiores a 15%.
Enquanto isso, o Sul do Brasil enfrenta uma realidade oposta, com mínimas previstas abaixo dos 5°C. O frio intenso já começou a impactar a região, trazendo riscos de hipotermia e doenças respiratórias, especialmente em Florianópolis, onde as mínimas registradas foram de 9°C. A combinação desses extremos climáticos evidencia as variações bruscas que o Brasil vivencia neste mês de agosto.
Esse contraste no clima brasileiro ilustra as complexidades das condições atmosféricas atuais, que afetam diretamente a vida e a saúde da população. As autoridades locais estão atentas às mudanças e orientam a população sobre como se proteger de ambos os extremos, que vão desde o calor intenso no Centro-Oeste até o frio severo no Sul do país.












