O caso da empresária Cátia Regina, assassinada em julho de 2019 em São Francisco do Sul, terá um novo desdobramento no Tribunal do Júri, marcado para esta quinta-feira, 13 de outubro. A decisão do Tribunal de Justiça de Santa Catarina (TJSC) anulou a absolvição de uma das acusadas, permitindo que o julgamento ocorra novamente após seis anos sem respostas.
Cátia Regina, que era proprietária de uma loja de roupas, desapareceu no dia 24 de julho de 2019, quando retornava de uma viagem a São Paulo, onde havia ido comprar mercadorias. Durante o trajeto, ela foi abordada por uma suposta fiscalização na BR-280, o que culminou em seu sequestro. A investigação da Polícia Civil de Santa Catarina (PCSC) revelou que a empresária foi rendida, algemada, encapuzada e assassinada.
O carro de Cátia foi encontrado incendiado no Morro da Palha na manhã do dia seguinte. A busca pelo corpo da empresária levou ao seu descobrimento em um rio no município de Araquari, onde seu corpo apresentava um tiro na cabeça e os braços amarrados, levantando suspeitas de que se tratava de uma execução.
O Ministério Público ofereceu denúncia contra três acusados no dia 10 de outubro de 2019. O caso passou por diversas fases, incluindo a coleta de provas, que envolveu a perícia de câmeras de vigilância. Em 2024, uma das acusadas foi absolvida, mas essa decisão foi contestada, resultando na anulação do julgamento.
A nova audiência no Tribunal do Júri ocorrerá em Araquari, e a expectativa é de que novas evidências sejam apresentadas, além de reavaliações das provas já coletadas. O caso continua a ser um dos mais emblemáticos da região, mobilizando a atenção da população e das autoridades locais.
Com a anulação da absolvição, a justiça busca dar um novo encaminhamento ao Caso Cátia Regina, que se tornou um símbolo de impunidade e clamor por justiça em Santa Catarina. O desfecho deste julgamento poderá trazer respostas para a família da empresária e para a sociedade, que aguarda há anos por um desfecho claro e justo.












