Em Itapoá, localizada no Litoral Norte de Santa Catarina, o avanço do mar sobre a faixa de areia tem gerado preocupação. Um vídeo capturado na última quarta-feira (12) evidencia a força das ondas, que ultrapassam as pedras de contenção e atingem imóveis à beira-mar, incluindo estabelecimentos comerciais. As imagens revelam que, em alguns trechos, a faixa de areia praticamente desapareceu, o que preocupa moradores e comerciantes da região.
A situação é agravada por um alerta laranja emitido para a área, que prevê condições climáticas adversas, como chuvas intensas, ventos fortes e um mar agitado. Os moradores expressam inquietação com a força das ondas, que dificultam até mesmo caminhadas pela praia. Uma frase que acompanha o vídeo destaca a dificuldade crescente para aqueles que costumam desfrutar do local.
Além do impacto imediato nas propriedades, a situação levanta questões sobre as mudanças climáticas e seus efeitos. Comentários de moradores nas redes sociais associam o fenômeno ao aquecimento global, refletindo uma preocupação com o futuro da região. A Defesa Civil e outras autoridades locais estão atentas à situação, considerando a necessidade de intervenções emergenciais.
Itapoá é uma das áreas mais afetadas, mas não é a única. Outros municípios do Litoral Norte de Santa Catarina também enfrentam desafios semelhantes. Em resposta ao avanço do mar, a Prefeitura de Barra Velha está iniciando estudos para o engordamento da orla, enquanto o Ministério Público Federal (MPF) busca ações urgentes para mitigar os impactos nas cidades costeiras.
A Praia Figueira, no Pontal, está passando por uma intervenção significativa, sendo a última a receber melhorias na infraestrutura. O material utilizado na ampliação das praias é proveniente da dragagem do canal externo da Baía da Babitonga, demonstrando um esforço para a recomposição da costa local.
As previsões meteorológicas indicam que as chuvas podem atingir até 100 mm nesta quinta-feira (13), com potenciais de granizo em algumas áreas. Adicionalmente, a NOAA aponta uma chance de 70% para a formação de uma depressão tropical durante o fenômeno El Niño, que poderá intensificar as condições climáticas adversas na região. A expectativa é que o fenômeno atinja o pico em 2026, com uma probabilidade de 90% de ser considerado muito forte.












