O ex-governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro, é um dos alvos da segunda fase da Operação Sem Refino, realizada pela Polícia Federal nesta sexta-feira, 14. Agentes da PF estão cumprindo mandados de busca e apreensão na residência do político localizada em Petrópolis, na Região Serrana do estado.
A investigação se concentra em supostas fraudes relacionadas à concessão de licenças ambientais para a empresa Refit, além de um esquema de lavagem de dinheiro vinculado a esse grupo, que é considerado pela União como um dos maiores sonegadores de impostos do Brasil.
No total, a operação visa cumprir 16 mandados de busca e apreensão no Rio de Janeiro, todos expedidos pelo ministro do Supremo Tribunal Federal, Alexandre de Moraes. Além de Cláudio Castro, outros ex-secretários estão sendo investigados, incluindo Bernardo Rossi, ex-secretário de Estado de Meio Ambiente, e José Mauro de Farias Junior, ex-secretário de Estado de Transformação Digital.
As investigações iniciais apontaram que Cláudio Castro teria contribuído para criar um ambiente favorável aos negócios da Refit, articulando um programa de refinanciamento que poderia reduzir em até 95% a dívida da empresa com o Estado do Rio. Essa informação foi revelada durante a primeira etapa da operação.
Até o momento, a Polícia Federal não recebeu resposta de Cláudio Castro ou da empresa Refit sobre as investigações ao serem contatados. A operação levanta questões sobre a atuação do ex-governador e de outros envolvidos, que agora enfrentam um aprofundamento nas investigações que podem ter implicações significativas.
A Operação Sem Refino, que busca desmantelar esquemas de corrupção e fraudes, é um desdobramento de ações anteriores e reflete o esforço das autoridades em combater irregularidades no uso de recursos públicos e na gestão ambiental no Estado do Rio de Janeiro. O caso continua a se desenvolver, com implicações que podem afetar diversos setores e indivíduos envolvidos nesta complexa rede de fraudes.












