Enquanto diversas nações estão investindo milhões em armamentos, como os US$ 60 bilhões do Japão e os €800 bilhões da Europa, alguns países estão se destacando por não possuírem exércitos. Costa Rica, Islândia, Panamá e Liechtenstein aboliram suas forças armadas e, como resultado, se tornaram alguns dos lugares mais prósperos e felizes do mundo.
A Costa Rica, por exemplo, ocupa o 4º lugar no ranking de felicidade, um feito notável para a América Latina. O país aboliu seu exército em 1º de dezembro de 1948, quando o então presidente José Figueres Ferrer entregou as chaves de um quartel ao Ministério da Educação, marcando o início de uma nova era. A constituição aprovada no ano seguinte formalizou essa decisão, que permanece em vigor até hoje, 77 anos depois.
A lógica por trás dessa decisão é simples: os investimentos que antes eram destinados à defesa foram redirecionados para a educação e saúde. Essa estratégia transformou a Costa Rica em um exemplo de como é possível priorizar o bem-estar da população sem o peso de um exército.
Liechtenstein, por sua vez, aboliu suas forças armadas em 1868, após enviar 80 soldados para uma guerra na qual não lutou. Desde então, o principado nunca mais foi invadido, provando que a escolha de não ter um exército pode trazer segurança e estabilidade.
A Islândia, que também não possui forças armadas, é frequentemente lembrada por sua beleza natural e pela qualidade de vida de seus cidadãos. O país é conhecido por suas paisagens de bacalhau e auroras boreais, além de ser um dos mais felizes do mundo. Assim como a Costa Rica, a Islândia priorizou o investimento em setores sociais em vez de gastos militares.
Esses exemplos demonstram que o mundo que muitos desejam pode ser alcançado, mesmo que em menor escala e em contextos específicos. A escolha de abolir o exército não é uma utopia, mas sim uma decisão consciente que países como Costa Rica e Islândia tomaram, resultando em sociedades mais felizes e prósperas.












