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Venezuela após a prisão de Maduro: avanços ou retrocessos?

Delcy Rodríguez permanece no comando da Venezuela sem a realização de eleições, enquanto o salário mínimo no país é equivalente a apenas R$ 1,30 por mês. A devastação causada por um terremoto resultou na morte de 1.700 pessoas, e o chavismo continua a dominar a política nacional. A avaliação sobre se a situação melhorou é complexa e depende dos critérios utilizados.

A Operação Resolução Absoluta, que culminou na captura de Nicolás Maduro em 3 de janeiro de 2026, é considerada uma ação de sequestro sob a perspectiva do direito internacional, uma vez que chefes de Estado possuem imunidade diplomática. A operação, executada por forças de elite americanas no Forte Tiuna, em Caracas, resultou na morte de mais de 100 venezuelanos e cubanos, enquanto nenhum soldado americano sofreu ferimentos. Inicialmente, Maduro e sua esposa, Cilia Flores, foram acusados de liderar uma organização narcoterrorista, mas em audiência de custódia em Nova York, a acusação foi alterada para corrupção, sem referência ao Cartel de los Soles.

A operação foi uma demonstração de força, mas o que se seguiu à captura de Maduro é o que realmente importa. A questão não é se ele merecia ser preso, mas sim quais serão os desdobramentos dessa ação. A experiência do Iraque em 2003 ilustra que remover um ditador é apenas o início de um processo complexo.

Após a prisão, a Venezuela continua enfrentando dificuldades. Os indicadores econômicos permanecem alarmantes, e a população ainda lida com as consequências de uma crise humanitária. O salário mínimo, que equivale a R$ 1,30, reflete a precariedade das condições de vida. Além disso, o recente terremoto que atingiu a região deixou um saldo trágico, com mais de 6.300 mortos e milhares de imóveis danificados.

A recuperação da Venezuela e a busca por estabilidade política são incertas. A comunidade internacional observa atentamente os desdobramentos, e a pergunta sobre o futuro do país continua sem uma resposta clara. O que vem a seguir para a Venezuela, após a prisão de Maduro, é uma incógnita que precisa ser explorada com cuidado e atenção, já que a história recente mostra que mudanças profundas exigem tempo e um planejamento estratégico eficaz.

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