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Dia D de vacinação: ministro da Saúde defende obrigatoriedade e alerta sobre surto de sarampo

Neste sábado, 22 de agosto, o Brasil celebrou o Dia D de vacinação em todo o país. Em uma entrevista, o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, abordou a questão da flexibilização da obrigatoriedade da vacinação infantil, um tema que gerou discussões no Legislativo de Santa Catarina. Para Padilha, a vacinação é um "ato coletivo" e destacou que os pais que optam por não vacinar seus filhos colocam em risco não apenas as crianças, mas também suas comunidades.

Padilha explicou que a recusa em vacinar representa um perigo para outras crianças, ressaltando que a proteção imunológica não se limita apenas aos indivíduos vacinados. "Um pai que não vacina sua criança está colocando em risco o coleguinha da escola da sua criança, o irmão da igreja da sua criança, ou daquela família. Está colocando em risco a cidade, a comunidade", afirmou o ministro.

O ministro também rebateu a ideia de que vacinar seria uma decisão exclusiva da família. Ele lembrou que muitos dos pais que hoje questionam a obrigatoriedade da imunização não enfrentaram doenças como poliomielite, meningite e sarampo, devido à vacinação recebida quando eram crianças. "Eles só não tiveram isso porque os pais deles os vacinaram", observou.

Padilha mencionou o surto de sarampo nos Estados Unidos como um alerta, afirmando que o país enfrenta o maior surto da doença em 35 anos, resultado de posturas semelhantes às defendidas por movimentos antivacina no Brasil. Ele destacou que essa situação já se espalhou para o Canadá e o México, o que gera preocupação entre as autoridades brasileiras.

Ao ser questionado sobre a possibilidade de restrições a viajantes vindos dos Estados Unidos, o ministro afirmou que essa medida não está em consideração, uma vez que a Organização Mundial da Saúde (OMS) não recomenda bloqueios sanitários para o sarampo, ao contrário do que ocorre com a febre amarela.

O Brasil já registrou 38 casos importados de sarampo neste ano, o que acende um sinal de alerta. Em cidades como Guarulhos, São Bernardo do Campo e São Paulo, onde há focos ativos da doença, a vacinação foi ampliada para pessoas de 6 meses a 59 anos. As vacinas disponíveis durante o Dia D incluem BCG, Hepatite A e B, Poliomielite, Rotavírus, Meningocócica, Influenza, Covid-19, entre outras.

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