O candidato à Presidência da República, Ronaldo Caiado, do PSD, afirmou nesta terça-feira (25) que o Brasil se tornou um "resort para o narcotráfico" na América Latina. Durante uma sabatina a um telejornal, Caiado destacou que, embora o país não produza substâncias como a cocaína, ele abriga o maior centro de distribuição de drogas do continente.
Caiado propôs a formação de uma polícia transnacional que envolva dez países da América do Sul para atuar de maneira conjunta nas fronteiras. Ele mencionou que a Amazônia brasileira é um ponto crítico para as operações de organizações criminosas, incluindo o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho, além de grupos provenientes da Venezuela, Colômbia e México.
O candidato atribuiu a gravidade da situação a uma suposta conivência do governo federal atual, afirmando que o Brasil é o principal abrigo para traficantes na América do Sul. "O Brasil é o grande guarda-chuva para o narcotráfico. Aqui é, sem dúvida nenhuma, o resort do narcotráfico", declarou.
No escopo de seu plano de governo, Caiado detalhou que a nova força policial terá permissão para realizar operações em território de países vizinhos, visando combater a lavagem de dinheiro, o contrabando de armas e o tráfico de drogas. Ele também informou que o orçamento para essa estrutura será oriundo do confisco de bens relacionados ao crime organizado.
Além disso, o candidato pretende estabelecer acordos com o Poder Judiciário para aumentar o número de varas de primeira instância nos Tribunais de Justiça estaduais, com o objetivo de acelerar a apreensão de aeronaves e recursos financeiros que estejam sendo movimentados por empresas de tecnologia financeira, conhecidas como fintechs. Essa abordagem faz parte de sua estratégia para fortalecer a Segurança Pública no país, principalmente em relação ao combate ao narcotráfico e à criminalidade organizada.
Caiado, que tem uma trajetória política marcada pela defesa de medidas rigorosas contra a criminalidade, enfatizou a importância de um trabalho integrado entre os países da região para enfrentar esse desafio. Sua proposta surge em um contexto onde as questões de Segurança Pública têm sido cada vez mais debatidas no cenário político nacional, especialmente à medida que se aproximam as eleições de 2026.












