A prisão preventiva da influenciadora e advogada Deolane Bezerra, juntamente com outros cinco réus, foi mantida pela Justiça de São Paulo. A decisão, proferida pela 3ª Vara de Presidente Venceslau e assinada pelo juiz Matheus Aquino Pirola Kruger, se baseou em evidências de Lavagem de Dinheiro e organização criminosa.
Além de Deolane, permanecem detidos Marco Willians Herbas Camacho, Alejandro Juvenal Herbas Camacho Junior, Everton de Sousa, Paloma Sanches Herbas Camacho e Leonardo Alexsander Ribeiro Herbas Camacho. A revisão das prisões preventivas ocorreu após o prazo de 90 dias estipulado pelo Código de Processo Penal. O juiz enfatizou que o fim desse período não implica em soltura automática dos réus.
Na análise do caso, a Justiça considerou que ainda existem elementos que indicam a autoria e a materialidade dos crimes, além do risco que a liberdade dos réus poderia representar para o andamento do processo. Relatórios do Laboratório de Tecnologia contra Lavagem de Dinheiro (LAB-LD) e dados do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) revelaram movimentações financeiras suspeitas, incluindo depósitos fracionados e o uso de empresas de fachada.
O juiz também destacou que os motivos que fundamentaram as prisões permanecem válidos. Os crimes em questão são considerados de natureza permanente, e a estrutura financeira dos denunciados continua em atividade, com indícios de planos de internacionalização e reorganização patrimonial.
A decisão menciona especificamente os Irmãos Camacho, Marco Willians e Alejandro Juvenal, como integrantes da cúpula da organização criminosa. Apesar de terem sido transferidos para o sistema penitenciário federal, eles ainda exercem influência sobre as operações e subordinados envolvidos na investigação.
A prisão de Everton de Sousa, conhecido como “Player” e “Temer”, também foi mantida, uma vez que ele é apontado como intermediário financeiro nas atividades ilícitas. Assim, as prisões preventivas dos seis réus seguem válidas enquanto as investigações sobre Lavagem de Dinheiro e organização criminosa continuam em andamento.












