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Figueirense encerra Série C com vitória, mas reflete sobre falhas na temporada

O Figueirense finalizou sua participação na Série C com uma vitória de virada por 2 a 1 sobre o Maranhão, mas o resultado não é suficiente para esconder as deficiências que marcaram a campanha e geraram frustração entre os torcedores. As chances de classificação eram remotas, pois o time precisava que quatro dos cinco resultados paralelos ocorressem a seu favor. Apesar de ter cumprido sua parte ao vencer, os outros resultados não foram favoráveis.

O Maranhão, que ainda lutava por uma vaga, começou o jogo com mais intensidade e aproveitou a velocidade de seus ataques. O Figueirense encontrou dificuldades diante da movimentação do adversário e só conseguiu se recompor após o gol de Rosivan. A partir desse momento, o time passou a pressionar mais, buscando o empate, que veio ainda na primeira etapa.

No segundo tempo, a equipe de Florianópolis demonstrou um desempenho mais organizado, garantindo uma leve superioridade. A jogada que resultou no pênalti a favor do Figueirense foi sofrida por Dudu, e Emerson Galego converteu com precisão, assegurando a virada. Os números do jogo mostram um equilíbrio: o Figueirense finalizou 18 vezes, enquanto o Maranhão teve 14 tentativas, com 7 chutes a gol dos visitantes contra 5 dos mandantes. O goleiro Fabrício se destacou ao realizar seis defesas, incluindo duas bastante difíceis.

Dentre os jogadores que se destacaram pelo Figueirense, Fabrício, Arthur Henrique, Raynan, Dudu e Emerson Galego foram fundamentais, enquanto pelo Maranhão, Jorge Rocha, Rosivan, Felipe Cruz e Luís Gustavo foram essenciais para o ataque da equipe. No entanto, o público, pouco acima de 2,5 mil torcedores no Orlando Scarpelli, sinalizou descontentamento. A campanha em casa foi considerada insatisfatória, e se fossem contabilizados apenas os jogos realizados em seu estádio, o Figueirense ficaria na 19ª posição entre 20 clubes. Em contraste, fora de casa, o desempenho subiu para a quarta colocação.

O Orlando Scarpelli, tradicionalmente conhecido por ser um caldeirão, se transformou nos últimos anos em um local de pressão e resultados ruins, e 2026 não foi diferente. Embora alguns analistas apontem questões “espirituais” para a situação, isso é visto como um exagero. A vitória na última partida traz um senso de competitividade, mas também ressalta o desperdício de uma temporada que poderia ter sido mais produtiva.

O saldo da temporada para o Figueirense é negativo, marcando o sétimo ano consecutivo na Série C, após o rebaixamento estadual. É um momento crítico para o clube, que deve aprender com os erros cometidos. A continuidade na mediocridade não deve ser aceita como uma normalidade.

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