O Brasil apresenta uma alta taxa de infartos, com registros de até 400 mil casos anualmente. Em 2025, as estatísticas do Sistema Único de Saúde (SUS) indicaram 292 mil atendimentos relacionados a acidentes vasculares cerebrais (AVCs), sendo 218 mil por AVC isquêmico. Diante desse cenário, uma nova lei sancionada no dia 2 de agosto tem como objetivo ampliar o acesso a trombolíticos, medicamentos que desempenham um papel crucial na dissolução de coágulos que obstruem a circulação sanguínea.
A legislação, sancionada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, estabelece estratégias que visam aumentar a disponibilidade desses medicamentos nas unidades de urgência e emergência do SUS. O tempo de intervenção é um fator determinante nesses casos, pois quanto mais rápido o diagnóstico e o início do tratamento, maiores são as chances de minimizar o risco de morte e sequelas.
Além disso, a nova lei inclui as Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) como locais onde a oferta de trombolíticos poderá ser aprimorada. Embora os protocolos do SUS já autorizem o uso desses medicamentos nas emergências, a alteração permitirá uma maior disponibilidade e acesso nas UPAs, que frequentemente atendem a uma grande quantidade de pacientes.
Atualmente, a aquisição dos trombolíticos é responsabilidade dos gestores locais. Com a nova legislação, o Ministério da Saúde terá a incumbência de avaliar e implementar estratégias que garantam uma distribuição mais eficiente desses medicamentos, potencializando o atendimento em situações críticas de infarto e AVC nas unidades de saúde pública.
Essas mudanças visam não apenas melhorar a resposta do sistema de saúde a emergências, mas também garantir que mais pacientes tenham acesso a tratamentos que podem salvar vidas. A medida alinha-se com os esforços do Ministério da Saúde em fortalecer a rede de atendimento e promover uma saúde pública de qualidade para a população brasileira.












