O deputado federal Zé Trovão (PL-SC) apresentou, nesta quinta-feira (3), uma representação ao Supremo Tribunal Federal (STF) questionando a relação entre o ministro Alexandre de Moraes e o empresário Daniel Vorcaro, que está sendo investigado no caso Banco Master. A iniciativa visa apurar se os contatos entre os dois podem ter influenciado a imparcialidade de Moraes em processos judiciais, incluindo os relacionados aos eventos de 8 de Janeiro e à condenação do ex-presidente Jair Bolsonaro.
Na representação, Zé Trovão solicita que sejam preservados registros que possam esclarecer a natureza, a frequência e o contexto das interações entre Moraes e Vorcaro. O deputado argumenta que a análise dessas informações é fundamental para determinar se houve situações de impedimento ou suspeição que afetaram decisões já tomadas pelo ministro. Caso sejam encontradas irregularidades, ele defende que medidas processuais adequadas sejam adotadas.
O foco do pedido é entender não apenas se Moraes e Vorcaro mantiveram contato, mas também as circunstâncias em que essas interações ocorreram. Zé Trovão questiona diretamente: “Qual a natureza, a frequência e o contexto dos contatos mantidos entre Moraes e Vorcaro?”. Para ele, é crucial avaliar se esses fatos podem impactar a imparcialidade do ministro, especialmente em relação aos processos que envolvem os atos de 8 de Janeiro e as ações penais contra Bolsonaro.
A ação de Zé Trovão ocorre em um cenário onde o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, tem recebido pedidos de impeachment contra ministros do STF, mas não tem dado andamento a essas solicitações. Isso levanta discussões sobre a conduta de Moraes e o mecanismo de responsabilização dos ministros da Corte. Recentemente, a oposição apresentou o 54º pedido de impeachment contra Moraes, sendo que Alcolumbre mencionou que existem 109 pedidos pendentes de deliberação sem nenhuma ação concreta.
Zé Trovão criticou a postura de Alcolumbre, afirmando que o senador já demonstrou sua falta de disposição para avançar nas análises. Ele mencionou uma proposta em tramitação que sugere uma alteração na Constituição, permitindo que pedidos de impeachment que não sejam analisados em até 30 dias pelo presidente do Congresso sejam automaticamente levados ao plenário da Casa Alta, possibilitando uma decisão coletiva entre os senadores.












