O Figueirense estreou na Copa Santa Catarina com um empate em 1 a 1 contra o Barra, um resultado que acende um alerta sobre a performance da equipe. As ausências de jogadores como Raynan, Igor Bolt, Arthur Henrique, Lucas Dias e Leonan, que não puderam atuar devido a lesões ou recuperação, impactaram a qualidade do elenco. No entanto, esses fatores não justificam a falta de intensidade demonstrada, especialmente na primeira etapa do jogo.
Apesar de contar com substitutos como Léo Maia, Felipe Santiago, Jhonnathan, Silvinho e Renan Areias, a expectativa era de uma postura mais competitiva do Figueirense, especialmente por se tratar de uma partida em casa, diante de sua torcida. Com oito jogos pela frente nesta fase inicial, a meta do clube é a conquista do título e, consequentemente, a vaga na Copa do Brasil.
O Barra, que apresentou uma equipe alternativa, composta em grande parte por jovens da base sub-20, mostrou-se mais ágil e determinado em campo. O time já garantiu sua participação na Copa do Brasil ao ser o atual campeão catarinense, o que se refletiu na sua postura em campo. A equipe esteve mais ativa e foi capaz de explorar os espaços deixados pelo Figueirense, que se mostrou desorganizado e sem controle no meio-campo.
No segundo tempo, o técnico Raul Cabral fez substituições que melhoraram a dinâmica do time. As entradas de Zé Carlos, João Marcos, Thierry e Léo Renz trouxeram uma nova energia ao Figueirense, que conseguiu igualar o placar e criar oportunidades para a virada. Contudo, a expulsão de Emerson Galego prejudicou as chances de uma reação mais contundente.
Embora Dudu tenha tido alguma participação no jogo, a produção ofensiva da equipe foi insatisfatória. Silvinho, por sua experiência, deveria ter assumido mais responsabilidades, mas o meio-campo não conseguiu se destacar. No geral, o desempenho do time ficou aquém do que se espera de um candidato ao título.
A Copa Santa Catarina exige mais do que apenas a tradição do clube. É necessário demonstrar atitude e competitividade, além de compreender a importância da competição. Se o Figueirense mantiver a mesma postura vista na estreia, corre o risco de transformar uma temporada já marcada pelo rebaixamento estadual em mais um grande vexame. O alerta está lançado.












