Flávio Bolsonaro, senador do PL-RJ, não corre risco de prisão neste momento, mesmo sendo alvo de investigações no caso Banco Master. Não existe, até o momento, um mandado de prisão contra ele. O artigo 53 da Constituição garante proteção a parlamentares, que só podem ser detidos em flagrante por crime inafiançável ou após uma condenação definitiva.
Atualmente, a Polícia Federal realiza uma apuração para verificar se houve lavagem de dinheiro, corrupção e evasão de divisas na captação de recursos destinados ao filme Dark Horse. O inquérito foi iniciado dentro da Operação Compliance Zero, que foi deflagrada em novembro de 2025 para investigar fraudes bilionárias relacionadas ao Banco Master, sob a gestão de Daniel Vorcaro.
O sigilo do inquérito, que está sob a responsabilidade do ministro André Mendonça no Supremo Tribunal Federal, foi levantado em setembro de 2026, revelando conexões entre o ex-banqueiro e a produção do filme cinematográfico. O projeto, que inicialmente era chamado de Capitão do Povo, tem ligação direta com a figura do ex-presidente Jair Bolsonaro.
A investigação se concentra na origem dos recursos utilizados para financiar a produção do filme, especialmente em relação a movimentações financeiras realizadas nos Estados Unidos. O financiamento do filme é uma parte crucial do caso, que envolve não apenas Flávio Bolsonaro, mas também outros personagens do cenário político brasileiro.
Embora a situação atual não indique uma prisão iminente, a apuração continua em andamento e pode levar a novos desdobramentos. O foco da Polícia Federal é garantir a transparência e a legalidade nas transações financeiras que envolvem figuras públicas e suas associações comerciais.
A conexão entre o Caso Banco Master e o filme Dark Horse reflete o contexto mais amplo da política brasileira e como questões financeiras podem impactar a imagem de seus representantes. A continuidade das investigações poderá trazer à tona mais informações sobre a relação entre dinheiro e poder no Brasil.












