O ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro foi oficialmente demitido do cargo de escrivão da Polícia Federal (PF) na última segunda-feira (21). A decisão foi publicada no Diário Oficial da União, por meio de uma portaria do Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), que indica que a demissão se deu pelo abandono de cargo.
De acordo com a portaria, Eduardo Bolsonaro se ausentou de suas funções sem justificativa por um período superior a trinta dias consecutivos. A sua situação se agravou após a cassação de seu mandato como deputado federal em 2025, após ele ter viajado para os Estados Unidos e faltado, sem justificativa, a mais de um terço das sessões deliberativas da Câmara dos Deputados.
Após a cassação, Eduardo deveria retornar ao seu posto de escrivão na PF, localizado no Rio de Janeiro. No entanto, ele não voltou a desempenhar suas funções, levando a uma série de faltas que foram objeto de um Processo Administrativo Disciplinar (PAD).
O desligamento de Eduardo Bolsonaro marca uma nova fase em sua trajetória, que foi amplamente marcada por sua atuação política e por ser filho do ex-presidente Jair Bolsonaro. A decisão do MJSP reflete a aplicação das normas disciplinares da instituição, que exige que seus servidores mantenham a assiduidade e a pontualidade em suas atividades.
Com a demissão, Eduardo Bolsonaro pode enfrentar novos desafios em sua carreira, uma vez que seu retorno à política pode ser impactado por essa situação. A decisão também levanta questões sobre a situação de outros servidores públicos que podem estar em situações semelhantes, uma vez que a manutenção da disciplina e da ética no serviço público é fundamental para a credibilidade das instituições.
Além disso, a demissão de Eduardo se dá em um momento em que o cenário político brasileiro passa por transformações, com as próximas Eleições Municipais em 2024 e o impacto que essas mudanças podem ter em sua imagem pública e nas suas futuras aspirações políticas.












