Uma mulher que apresentava um quadro de depressão grave e era viciada em apostas teve seus direitos financeiros retirados pela Justiça de Santa Catarina. A decisão foi tomada em um processo iniciado pelo próprio marido, que demonstrou a realização de transferências significativas para plataformas de apostas online, além do acúmulo de dívidas e empréstimos garantidos por bens imóveis.
O caso, que tramitou em segredo de justiça no Norte de Santa Catarina, resultou em uma intervenção que visa proteger o patrimônio familiar. Apesar do bloqueio das finanças, a Justiça assegurou que a mulher não perdeu sua liberdade civil, podendo continuar exercendo atividades do dia a dia, como trabalhar e votar.
No início do processo, o pedido de interdição provisória havia sido negado devido à falta de evidências concretas. A situação mudou quando uma perícia psiquiátrica foi realizada, juntamente com uma entrevista presencial, que revelou a gravidade do quadro da mulher.
O laudo psiquiátrico confirmou a presença de transtorno do jogo patológico e depressão severa. Os peritos ressaltaram que, embora a mulher compreenda a realidade e possa expressar suas vontades, ela não consegue controlar suas impulsões emocionais e financeiras durante os episódios de jogo.
A decisão da Justiça reflete um esforço em lidar com as consequências que o vício em apostas pode causar na vida de um indivíduo e na dinâmica familiar. A medida adotada pelo marido, ao assumir o controle das finanças, busca evitar a ruína do patrimônio construído ao longo dos anos. O caso serve de alerta sobre os riscos das compulsões por jogos e suas implicações legais e pessoais.












