As irregularidades ocorreram na Escola Estadual Mário Quintana, localizada em Cachoeirinha, na região metropolitana de Porto Alegre. Os relatos indicam que o professor usava uma falsa demonstração de carinho para encobrir os abusos, alegando que suas ações eram expressões de “amor”. Ele frequentemente pedia para que as alunas sentassem em seu colo e distribuía beijos no rosto e na boca.
Um dos episódios mais graves foi relatado por uma mãe, cuja filha afirmou que o professor tocava suas partes íntimas por baixo da roupa e a forçava a tocar em seu corpo. O comportamento suspeito começou a ser notado por um colega das vítimas, que expressou desconforto ao ver as meninas recebendo carinho do docente enquanto os meninos eram alvo de xingamentos.
Em 2 de junho, a mãe da aluna procurou a direção da escola para relatar os abusos, mas a equipe diretiva respondeu que a criança “estaria imaginando coisas” e sugeriu que ela buscasse ajuda psicológica para a filha. Após essa resposta, a mãe decidiu retirar a menina da instituição.
O delegado André Anicet, responsável pela investigação, informou que o número de vítimas aumentou de quatro para sete durante o andamento do inquérito. Apesar das suspeitas, a investigação não encontrou indícios de conduta criminosa por parte da escola, que segue sob análise em um procedimento administrativo ainda não finalizado.












