O Ministério da Fazenda divulgou, na última sexta-feira (25), uma nova política de subsídios ao diesel, elevando o valor de R$ 1 para R$ 2,12 por litro. Essa alteração, publicada em uma edição extra do Diário Oficial da União (DOU), entrará em vigor no próximo domingo (27) e terá validade de 30 dias.
A decisão ocorre em um contexto de pressão sobre os preços internacionais do petróleo, que foram influenciados pelo conflito no Oriente Médio. O preço do barril do Brent ultrapassou a marca de US$ 100, o que intensificou a preocupação com os custos dos combustíveis no Brasil.
A nova subvenção está detalhada na portaria nº 2.946, que modifica uma norma anterior publicada em 15 de setembro. O aumento do subsídio é visto como uma medida necessária para reduzir a pressão sobre o custo do diesel, um combustível essencial tanto para o transporte de cargas quanto para o transporte coletivo.
O governo também busca minimizar o risco de desabastecimento, uma preocupação crescente no cenário atual. Desde março, diversas ações foram implementadas para controlar os preços dos combustíveis, incluindo a isenção total de impostos e a introdução de um imposto de exportação sobre o óleo diesel.
De acordo com Bruno Moretti, ministro do Planejamento e Orçamento, as iniciativas para equilibrar os gastos e conter a inflação dos combustíveis já geraram um impacto financeiro significativo, somando R$ 40 bilhões. A expectativa é que, ao longo deste ano, essas medidas resultem em uma arrecadação de R$ 50 bilhões.
Com a nova subvenção, o governo federal demonstra seu compromisso em enfrentar os desafios impostos pela alta dos preços internacionais, tentando garantir o abastecimento e a estabilidade do mercado interno. A eficácia dessa estratégia será monitorada nos próximos dias, à medida que o novo subsídio começar a ser aplicado.












