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Novo projeto ferroviário pode reduzir custos de transporte no Oeste de Santa Catarina

A construção de uma ferrovia que ligará Chapecó a Correia Pinto tem o potencial de reduzir em até 68% os custos do transporte de cargas de longa distância, conforme estimativas da Secretaria de Estado de Portos, Aeroportos e Ferrovias (SPAF). Essa mudança é considerada crucial para o agronegócio e a agroindústria do Oeste de Santa Catarina, que necessitam de soluções logísticas eficientes para o transporte de grandes volumes de produtos e insumos.

Os estudos preliminares do Plano Estadual de Logística e Transportes indicam que o custo médio do transporte ferroviário em Santa Catarina é de R$ 296,81 por mil Tonelada Quilômetro Útil (TKU), enquanto o transporte rodoviário apresenta uma média de R$ 923,37 por mil TKU. A migração de cargas das rodovias para os trilhos pode representar uma redução significativa nos custos, especialmente no transporte de grãos, que é um dos principais produtos da região.

A diferença nos custos é especialmente relevante para o Oeste catarinense, onde a logística do milho, insumo essencial para a produção de ração animal, enfrenta desafios. O milho é majoritariamente proveniente do Centro-Oeste, região que está a mais de 1,5 mil quilômetros de distância do polo consumidor em Santa Catarina. Essa longa distância, combinada com a dependência do transporte rodoviário, eleva os custos de produção.

O projeto da ferrovia também inclui a construção de 49 pontes e viadutos, além de 14 túneis, que são fundamentais para viabilizar o transporte eficiente na região. A implantação da ferrovia, entretanto, ainda depende da definição do modelo de concessão da Malha Sul e da estruturação do projeto para atrair investimentos. O projeto básico, já concluído pelo Estado, será compartilhado com o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) para ser utilizado no Estudo Técnico de Viabilidade Econômica e Social (EVTEA) do Corredor Ferroviário Santa Catarina.

Esse corredor ferroviário ampliará a integração entre o Extremo Oeste e o litoral catarinense, permitindo uma melhor conexão das cargas produzidas na região com outros mercados e complexos portuários. A expectativa é que essa nova malha logística contribua para a eficiência do transporte e a competitividade do agronegócio catarinense no cenário nacional.

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