A defesa de Vanessa Gonçalves Miranda, ex-gerente do Santander de 40 anos, alega que sua cliente é viciada no "jogo do tigrinho", enquanto ela é investigada por desvio de aproximadamente R$ 2 milhões de clientes em Miguelópolis, interior de São Paulo. O advogado da acusada também apresentou laudos que indicam que ela sofre de depressão e síndrome de burnout, condição associada ao desgaste profissional.
Vanessa e seu companheiro, Adilson Coelho de Paula, de 56 anos, foram detidos preventivamente no dia 28. Ambos estão sob investigação por furto mediante abuso de confiança, especialmente em relação a idosos e pessoas em situação de vulnerabilidade. Além disso, a Polícia Civil está apurando possíveis indícios de lavagem de dinheiro.
A ex-gerente, que trabalhou por mais de 12 anos na instituição financeira, foi demitida após a descoberta dos desvios. De acordo com a decisão judicial que autorizou as prisões, a rescisão não impediu que Vanessa continuasse a movimentar os valores que seriam, supostamente, ocultados.
A investigação aponta que os recursos retirados dos correntistas foram direcionados a casas de jogos e apostas, reforçando a suspeita de que o vício em jogos esteja ligado às ações ilícitas. A situação levanta preocupações sobre a segurança dos fundos de clientes vulneráveis, que foram alvo de ações fraudulentas.
A Polícia Civil segue em busca de mais evidências para esclarecer toda a dinâmica da movimentação financeira relacionada ao caso. O impacto das ações de Vanessa e Adilson na vida das vítimas, especialmente entre os idosos, é uma questão que a polícia busca abordar em suas investigações.












