No dia 1º de outubro, comemora-se o Dia do Saquê, bebida alcoólica emblemática do Japão, que recentemente tem conquistado os paladares dos habitantes de Florianópolis. No Izakaya Nankin, um bar japonês na capital, as vendas de saquê aumentaram em 60% no último ano, conforme relata João Pedro Carrion, sócio do estabelecimento.
Esse crescimento no interesse pelo saquê se alinha a uma tendência maior de expansão do consumo dessa bebida No Brasil. Dados da JSS (Associação de Produtores de Saquê do Japão) indicam que, em 2025, o Brasil se tornou o 17º maior mercado consumidor de saquê japonês. Entre 2019 e 2023, as importações da bebida no país aumentaram 59% em valor e 33% em volume, com o Brasil respondendo por 78% de todas as importações de saquê japonês na América Latina.
O saquê, por ser feito à base de arroz, é apreciado não apenas por seu sabor, mas também por ser considerado uma opção que causa menos ressaca em comparação ao vinho, o que pode estar contribuindo para seu aumento de popularidade entre os consumidores. Essa característica, aliada ao seu perfil de bebida tradicional, parece ter atraído um público que busca novas experiências gastronômicas.
Em Florianópolis, a bebida se tornou uma escolha frequente em diversos estabelecimentos que oferecem culinária japonesa, refletindo uma mudança nos hábitos de consumo dos moradores. A cultura do saquê, que inclui sua apreciação em harmonização com pratos específicos, também tem ganhado espaço nos cardápios locais.
Além disso, a crescente aceitação do saquê No Brasil se reflete em eventos e celebrações que destacam a bebida, como o Dia do Saquê, que visa promover e educar o público sobre essa tradição milenar japonesa. Com a valorização do produto, espera-se que o mercado continue a expandir, atraindo tanto os apreciadores quanto os novos consumidores que desejam explorar essa bebida única.
Enquanto a demanda por saquê aumenta, é provável que a indústria continue a se adaptar, oferecendo novas variedades e formatos para atender ao gosto diversificado do público brasileiro. O futuro do saquê No Brasil parece promissor, com potencial para um crescimento ainda mais expressivo nos próximos anos.












