Neste domingo (4), o presidente do Conselho de Liderança Presidencial do Iêmen, Rashad al-Alimi, declarou o início de uma operação militar com o objetivo de retomar áreas do país que estão sob domínio dos houthis, um grupo rebelde apoiado pelo Irã. Essa ofensiva é uma resposta ao recente avanço territorial dos insurgentes, que têm ampliado seu controle sobre regiões estratégicas para o transporte marítimo internacional, especialmente nas proximidades do estreito de Bab el-Mandeb.
De acordo com informações, a Arábia Saudita deverá concentrar sua estratégia nos ataques aéreos, enquanto as forças do governo iemenita atuarão em operações terrestres. Os Estados Unidos já estão fornecendo informações de inteligência para apoiar as ações sauditas, destacando a importância do envolvimento internacional na situação.
Os houthis, por sua vez, afirmaram ter realizado lançamentos de mísseis e drones direcionados a instalações da Aramco, empresa estatal de petróleo da Arábia Saudita, localizadas em Riade e Khurais. O grupo alegou que esses ataques são uma resposta aos cerca de 50 bombardeios que sofreram em um intervalo de 12 horas, demonstrando a escala e a gravidade do conflito na região.
A Arábia Saudita, até o momento, não confirmou os ataques reivindicados pelos rebeldes, o que gera ainda mais incertezas em um cenário já tenso. O avanço dos houthis em áreas estratégicas levanta preocupações sobre a segurança marítima, uma vez que uma agência britânica registrou o terceiro ataque contra um navio-tanque na costa de Omã em um período de dois dias, evidenciando a escalada de hostilidades na área.
A nova ofensiva militar do governo do Iêmen se insere em um contexto de crescente preocupação internacional, especialmente entre os países que dependem das rotas marítimas na região. A continuidade dos ataques e a resposta militar do governo iemenita podem intensificar ainda mais a crise, complicando a dinâmica de segurança no Oriente Médio e afetando os interesses econômicos globais.












