A segunda fase da Operação Sentinela foi iniciada na manhã de quarta-feira (7) em Blumenau, no Vale do Itajaí, e em Florianópolis, com o cumprimento de dois mandados de prisão preventiva e dez mandados de busca e apreensão. O ponto de partida para esta nova etapa das investigações foi a negociação de um imóvel no valor de R$ 280 mil.
De acordo com o promotor do Ministério Público de Santa Catarina (MPSC), Marcionei Mendes, a negociação foi crucial para desarticular um esquema que tentava criar provas falsas em benefício de um dos investigados. Este esquema está relacionado a uma investigação maior sobre corrupção envolvendo contratos de segurança escolar em Blumenau.
A investigação revelou que um dos alvos havia sido informado sobre a primeira fase da operação, realizada em maio, cerca de 15 dias antes do seu início. Mensagens obtidas em celulares apreendidos mostraram que o investigado teve conhecimento prévio da apuração e, em seguida, teria produzido documentos e versões para se defender das acusações.
Entre os principais avanços da Sentinela II, destacam-se as descobertas relacionadas a essa tentativa de manipulação de provas. A operação, que já havia apreendido inicialmente cerca de R$ 9 milhões, agora avança para um montante que pode alcançar quase R$ 35 milhões.
O MPSC mantém as investigações sob sigilo, argumentando que a preservação do segredo é necessária para garantir a continuidade da apuração e para evitar que novos alvos tenham acesso antecipado às informações, o que poderia comprometer a produção de provas.
As ações da Operação Sentinela II são um desdobramento das investigações sobre corrupção na segurança escolar, que ganharam destaque após um ataque a uma creche em Blumenau. O esquema de corrupção identificado inclui fraudes em licitações e a possibilidade de envolvimento de agentes públicos e empresários na malversação de recursos destinados à segurança.












