A necessidade de uma revisão imediata da Lei de Acesso à Informação (LAI) se torna cada vez mais evidente, independentemente de quem vencer as eleições no final do mês. Atualmente, diversos órgãos dos três Poderes têm utilizado o sigilo institucional, que é um dos contras dessa legislação, para encobrir informações cruciais que deveriam ser acessíveis à sociedade. Um exemplo marcante desse problema ocorreu quando o ex-presidente do STF, Luiz Roberto Barroso, fez uma viagem a Mendoza, na Argentina. Ele utilizou um jatinho da FAB para participar de uma palestra, ficando na cidade por dois dias e meio, e levando seis acompanhantes, tudo isso sem que os órgãos envolvidos informassem quem eram os passageiros ou prestassem esclarecimentos ao serem questionados via LAI. Essa falta de transparência, especialmente No Executivo, é preocupante e se torna um fator essencial para a boa gestão que o próximo governo deve priorizar.
Na perspectiva política, a composição da nova Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro deve passar por mudanças significativas em janeiro. Os deputados Daniel Soranz e João Pires, ambos do PSD, abrirão vagas para aliados do governador Ronaldo Caiado. Hugo Leal deve retornar à Secretaria Municipal de Saúde, enquanto Cláudia Vasconcellos assumirá seu primeiro mandato na ALERJ, área na qual também atuará na Defesa do Consumidor.
No cenário político, a presença do deputado federal Guilherme Derrite, ex-secretário de Segurança de São Paulo e agora senador, gerou desconforto em uma reunião com Flávio Bolsonaro e Ronaldo Caiado. Durante o encontro, Derrite fez questão de ressaltar que foi o candidato mais votado em São Paulo, o que provocou reações adversas entre alguns presentes, levantando especulações sobre sua intenção de assumir um cargo no governo de Flávio.
Do ponto de vista financeiro, entre 2020 e 2026, o setor de saúde, incluindo hospitais, laboratórios, farmácias e operadoras de planos de saúde, captou pelo menos R$ 191 bilhões através de emissões de ações e títulos de renda fixa, conforme dados do ANBIMA DATA. Empresas como Rede D’Or, Dasa, Mater Dei, Fleury, Raia Drogasil e NotreDame Intermédica utilizaram esses recursos para expandir suas operações, gerar novos empregos e modernizar suas estruturas.
Além disso, o setor de consórcios apresentou um desempenho expressivo entre janeiro e agosto de 2026, movimentando R$ 389,59 bilhões, o que representa uma alta de 24,2% em comparação ao ano anterior. Foram comercializadas 3,82 milhões de cotas, resultando em um crescimento de 15,1% no número de participantes, que atingiu 12%. Guilherme Lamounier, da Multimarcas Consórcios, destacou que esse crescimento reforça a modalidade como uma alternativa planejada para os consumidores.
Por fim, a LawAgent, uma legaltech, estima que o mercado de ferramentas de inteligência artificial para advogados no Brasil deve movimentar R$ 2 bilhões por ano. Essa projeção, feita pelos sócios Bruno Abreu e Andre Estrella, se baseia em dados da OAB e uma pesquisa da FGV Direito SP, que indica que 78% dos advogados utilizam soluções pagas, em um universo estimado de 1,5 milhão de profissionais. A LawAgent, que investiu R$ 2 milhões no desenvolvimento de sua plataforma, planeja focar a partir de outubro em departamentos jurídicos.












