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A importância da diplomacia agrícola em tempos eleitorais

À medida que o segundo turno das eleições se aproxima, o setor produtivo brasileiro reconhece que as preferências políticas são passageiras, enquanto a necessidade de um mercado aberto, sanidade, ciência e previsibilidade é permanente. No campo agrícola, a diplomacia não deve ser sacrificada em nome de palanques eleitorais. O voto pode mudar, mas o mercado permanece.

Independentemente do resultado das eleições, o Brasil não pode retroceder em sua trajetória de abertura de mercados, defesa sanitária, negociação contra barreiras externas e construção de confiança com compradores internacionais. A diplomacia agrícola deve ser uma prioridade, pois é um aspecto crucial para o desenvolvimento do setor.

Embora a Frente Parlamentar da Agropecuária tenha se posicionado nesta disputa eleitoral, o comércio de alimentos transcende a lógica política. Produtos como carne, frango, soja, milho, café, mel, frutas, suínos, madeira, pescado, tabaco e lácteos não são influenciados por ideologias partidárias. Eles dependem de certificação sanitária, preços competitivos, regularidade e confiança, sendo que a credibilidade internacional é construída ao longo do tempo e pode ser perdida rapidamente.

O próximo governo enfrentará desafios significativos, como a concorrência com China e Estados Unidos, a crescente exigência da União Europeia, a importância estratégica do Oriente Médio e a necessidade de atender a um mercado asiático em expansão. Além disso, questões relacionadas a fertilizantes e exigências ambientais estão se tornando cada vez mais relevantes. Portanto, a diplomacia agrícola não pode ser improvisada.

O agronegócio brasileiro é forte o suficiente para não ser marginalizado nas discussões diplomáticas e é vital que não se torne refém de disputas ideológicas. Quando mercados são fechados por motivos ideológicos, a reabertura frequentemente ocorre com prejuízos, impactando diretamente quem está na linha de frente da produção agrícola. A responsabilidade de assegurar um futuro próspero para o agronegócio recai sobre a próxima administração, que deve priorizar a diplomacia agrícola em sua agenda.

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