A defesa do Senador Jaques Wagner, do Partido dos Trabalhadores da Bahia, protocolou um pedido de adiamento do depoimento que estava agendado para esta sexta-feira, dia 7. Os advogados alegaram que o parlamentar não teve acesso ao conteúdo da investigação que está sendo conduzida pela Polícia Federal, o que motivou a solicitação de remarcação da oitiva.
Os representantes legais de Wagner afirmaram que o senador deseja prestar esclarecimentos, mas somente após ter conhecimento dos elementos que compõem o inquérito. Para a defesa, o direito de acesso aos autos é fundamental para que o depoimento seja realizado de maneira completa e esclarecedora.
Em 21 de julho, a Polícia Federal intimou Jaques Wagner a comparecer para depor no âmbito da operação Compliance Zero, que investiga um suposto esquema de fraudes financeiras relacionado ao Banco Master. A investigação examina a possibilidade de que o senador tenha recebido vantagens indevidas em troca de influência política em favor da instituição financeira.
Wagner também foi alvo de um mandado de busca e apreensão em 18 de junho. A defesa do senador enfatizou que o adiamento foi solicitado com antecedência proporcional e que a nova data deve ser ajustada com a autoridade policial.
Em nota, os advogados de Wagner afirmaram que ele só poderá prestar um depoimento que contribua efetivamente para a investigação após ter acesso ao que está sendo apurado. A defesa não se manifestará sobre o mérito da questão até que tenha os dados necessários para análise.
Além disso, a Polícia Federal apontou que houve 74 ligações e 5h30 de conversas entre Jaques Wagner e um ex-sócio do Banco Master. Recentemente, informações indicaram que o patrimônio do senador cresceu 630% em oito anos, alcançando R$ 24,5 milhões, conforme declaração apresentada à Justiça Eleitoral. Entre os outros pontos investigados, está a compra de um imóvel no valor de R$ 2,5 milhões.












