Home / SC / Falta de exames adequados atrasa diagnóstico de Esclerose Múltipla em Santa Catarina

Falta de exames adequados atrasa diagnóstico de Esclerose Múltipla em Santa Catarina

Entidades que atuam no campo da Esclerose Múltipla em Santa Catarina manifestaram preocupação com a escassez de equipamentos de ressonância magnética nos hospitais públicos, o que está dificultando o diagnóstico e o acompanhamento de pacientes com a doença. A denúncia foi feita em uma manifestação realizada na Assembleia Legislativa de Santa Catarina (Alesc) na última quinta-feira (6).

Marcia Denardin, presidente interina da Associação Florianopolitana de Pessoas com Esclerose Múltipla (Aflorem) e da entidade Vivendo Além da Esclerose, destacou que a falta de equipamentos tem gerado sérios obstáculos na identificação de novos casos e no monitoramento daqueles que já possuem o diagnóstico. Os problemas nos hospitais públicos especializados têm comprometido a saúde de um número crescente de pessoas na região.

Atualmente, os dois principais hospitais públicos de Santa Catarina que oferecem atendimento especializado para Esclerose Múltipla enfrentam sérias dificuldades. O Hospital Celso Ramos não dispõe do equipamento necessário para a realização das ressonâncias magnéticas, enquanto o Hospital Universitário está sem esse serviço há 11 meses. Essa situação levanta preocupações sobre o futuro tratamento dos pacientes que dependem desses exames para uma gestão adequada da doença.

Estima-se que mais de 2 mil pessoas em Santa Catarina vivam com Esclerose Múltipla, uma condição conhecida por suas manifestações variadas, que podem afetar o sistema nervoso de maneiras distintas. Os sintomas mais comuns incluem perda de visão, alterações de sensibilidade, dificuldades motoras, fadiga intensa, dores, problemas cognitivos e urinários, além de dificuldades de equilíbrio.

A Esclerose Múltipla, frequentemente chamada de “doença das mil faces”, pode ter suas causas associadas a fatores genéticos e ambientais, bem como a infecções virais anteriores. A condição afeta predominantemente jovens e adultos, especialmente aqueles na faixa etária entre 20 e 40 anos, com uma prevalência maior entre mulheres. A urgência por diagnósticos e acompanhamentos adequados é vital para o tratamento efetivo dos pacientes, que muitas vezes enfrentam longas esperas devido à falta de recursos disponíveis.

Diante desse cenário, a mobilização das entidades é fundamental para pressionar as autoridades a tomarem medidas que garantam o acesso a exames essenciais, além de assegurar que os pacientes recebam o cuidado necessário para gerenciar a Esclerose Múltipla de forma eficaz.

Deixe um Comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *