MUNDO https://minutosc.com.br A informação que move Santa Catarina Wed, 16 Sep 2026 19:29:29 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=7.1.2 https://minutosc.com.br/wp-content/uploads/2026/07/cropped-cropped-LOGOS-PORTAIS-REGIONAIS-3-32x32.png MUNDO https://minutosc.com.br 32 32 Estresse sob controle https://minutosc.com.br/estresse-sob-controle/ https://minutosc.com.br/estresse-sob-controle/#respond Wed, 16 Sep 2026 19:29:29 +0000 https://minutosc.com.br/?p=3540 No Dia de Combate ao Estresse, neurocientista explica por que essa resposta é necessária e como impedir que o estado de alerta permanente prejudique desempenho e qualidade de vida O coração acelera, a atenção aumenta, o organismo entra em estado de prontidão e, por alguns instantes, parece que todos os sentidos estão voltados para resolver

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No Dia de Combate ao Estresse, neurocientista explica por que essa resposta é necessária e como impedir que o estado de alerta permanente prejudique desempenho e qualidade de vida

O coração acelera, a atenção aumenta, o organismo entra em estado de prontidão e, por alguns instantes, parece que todos os sentidos estão voltados para resolver uma situação. Nem sempre isso é ruim. O estresse faz parte dos mecanismos naturais que ajudaram o ser humano a enfrentar ameaças e continua tendo uma função importante na vida moderna. O problema começa quando aquilo que deveria ser uma resposta pontual transforma-se praticamente em um modo permanente de funcionamento.

No Dia de Combate ao Estresse, lembrado em 23 de setembro, o neurocientista e hipnólogo Renê Skaraboto, terapeuta de alta performance, do Instituto e Clínica Hipnose para Todos, em Curitiba, chama atenção para uma mudança de perspectiva: o objetivo não deve ser viver sem nenhum estresse, mas desenvolver recursos para que o cérebro saiba entrar e, principalmente, sair do estado de alerta. “O estresse não é necessariamente nosso inimigo. Em determinados momentos, ele aumenta nossa prontidão para agir, enfrentar desafios e buscar soluções. O problema é quando o cérebro passa a interpretar quase tudo como ameaça e a pessoa vive como se precisasse estar pronta para uma batalha o tempo inteiro”, explica.

A Organização Mundial da Saúde define o estresse como uma resposta humana natural diante de situações difíceis, desafios e ameaças e ressalta que todas as pessoas experimentam algum grau dele. Em pequenas doses, pode inclusive ajudar na realização das atividades cotidianas. Quando excessivo, entretanto, pode afetar mente e corpo, dificultando o relaxamento e a concentração e favorecendo irritabilidade, alterações do sono, dores de cabeça, desconfortos físicos e mudanças no apetite.

Os números mostram que aprender a lidar com essa resposta se tornou um desafio contemporâneo. Pesquisa Ipsos Health Service 2025 apontou que 31% dos brasileiros afirmaram ter se sentido, no ano anterior, estressados a ponto de acreditar que não conseguiriam lidar com as situações enfrentadas. Outros 39% disseram ter experimentado essa sensação diversas vezes. Entre os mais jovens, o tema também chama atenção: 37% dos integrantes da Geração Z citaram o estresse como um dos principais problemas de saúde, contra 25% entre os Boomers.

Segundo Skaraboto, uma das diferenças importantes está entre o estresse que mobiliza e aquele que começa a consumir recursos físicos e emocionais. Um prazo, uma apresentação importante, uma competição ou um novo desafio profissional podem gerar tensão e, ao mesmo tempo, estimular foco e ação. Já a exposição contínua a preocupações, cobranças, conflitos e sensação de ameaça pode manter o organismo ativado mesmo quando não existe uma emergência real. “Alta performance não significa estar acelerado o tempo inteiro. Performance sustentável é conseguir mobilizar energia quando ela é necessária e recuperar-se depois. Uma mente permanentemente em alerta não necessariamente produz mais, muitas vezes ela apenas se desgasta mais”, afirma.

Algumas atitudes cotidianas ajudam a regular essa resposta. A primeira é movimentar o corpo, incorporando atividade física à rotina. A segunda é proteger o sono, mantendo horários mais regulares e criando um período de desaceleração antes de dormir. A terceira é introduzir pequenas pausas conscientes ao longo do dia, especialmente entre atividades de alta exigência. A quarta é preservar vínculos e momentos de convivência, evitando transformar produtividade em isolamento. E a quinta é aprender a reconhecer os próprios gatilhos, percebendo quais situações, pensamentos e padrões mantêm o organismo constantemente em estado de alerta.

Para o neurocientista, essa percepção é especialmente importante porque nem sempre o excesso de estresse aparece como uma crise evidente. Ele pode surgir na dificuldade de desligar do trabalho, na irritação frequente, na sensação de urgência constante, no sono pouco reparador ou até na incapacidade de aproveitar momentos que deveriam ser de descanso. “Quando uma pessoa começa a observar como reage, ela ganha possibilidade de escolha. Em vez de simplesmente responder automaticamente a cada estímulo, pode aprender novas formas de interpretar e enfrentar determinadas situações. É aí que começamos a transformar reação em autorregulação”, destaca.

Mais do que reservar um único dia para falar sobre o problema, o 23 de setembro pode funcionar como um convite para observar o próprio ritmo. Afinal, eliminar desafios, cobranças e imprevistos da vida é impossível. Aprender a responder melhor a eles é uma habilidade que pode ser desenvolvida. “Não precisamos buscar uma vida sem estresse. Precisamos construir uma mente preparada para enfrentar pressão sem permanecer aprisionada nela. Quando conseguimos direcionar nossa energia para aquilo que podemos controlar e também aprendemos a recuperar corpo e mente depois dos desafios, o estresse deixa de comandar nossa vida e passa a ser uma resposta que sabemos administrar”, conclui Skaraboto.

Serviço: Instituto e Clínica Hipnose para Todos

Renê Skaraboto

Neurocientista e Hipnoterapeuta

(41) 99692-9774

@hipnose_para_todos

www.clinicahipnoseparatodos.com.br

Rua Desembargador Westphalen, 15, sala 604, 6º andar, Ed. Dante Aliguieri, Centro, Curitiba/PR.

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Esperança precisa de escuta https://minutosc.com.br/esperanca-precisa-de-escuta/ https://minutosc.com.br/esperanca-precisa-de-escuta/#respond Wed, 16 Sep 2026 19:06:03 +0000 https://minutosc.com.br/?p=3530 Setembro Amarelo reforça que perceber mudanças de comportamento, acolher sem julgamentos e oferecer ajuda pode ser decisivo para quem atravessa uma crise emocional Há pessoas que seguem trabalhando, estudando, cuidando da família e até sorrindo enquanto enfrentam, silenciosamente, um sofrimento difícil de perceber. Com a proximidade do Setembro Amarelo e do Dia Mundial de Prevenção

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Setembro Amarelo reforça que perceber mudanças de comportamento, acolher sem julgamentos e oferecer ajuda pode ser decisivo para quem atravessa uma crise emocional

Há pessoas que seguem trabalhando, estudando, cuidando da família e até sorrindo enquanto enfrentam, silenciosamente, um sofrimento difícil de perceber. Com a proximidade do Setembro Amarelo e do Dia Mundial de Prevenção do Suicídio, celebrado em 10 de setembro, o alerta se volta justamente para aquilo que nem sempre é visível. No Brasil, 15.507 mortes por suicídio foram registradas em 2021, segundo publicação do Ministério da Saúde. Naquele ano, o suicídio foi a terceira principal causa de morte entre adolescentes de 15 a 19 anos e a quarta entre jovens de 20 a 29 anos. (Serviços e Informações do Brasil)

Para o psicólogo clínico Luti Christóforo, de Curitiba, um dos equívocos é interpretar o comportamento suicida como uma simples vontade de morrer. O próprio Ministério da Saúde reconhece o suicídio como um fenômeno complexo e multifatorial, relacionado à interação de fatores psicológicos, biológicos, sociais, culturais e ambientais. “Muitas vezes, aquilo que aparece como um desejo de morrer é, na verdade, um desejo desesperado de que aquela forma de viver e de sofrer deixe de existir. Quando alguém consegue falar sobre a própria dor e encontra quem esteja verdadeiramente disposto a ouvir, ainda existe uma ponte que pode ser fortalecida entre essa pessoa e a vida”, afirma.

Ao longo de sua trajetória clínica, Christóforo já acompanhou diversos pacientes que chegaram ao consultório vivenciando pensamentos suicidas. Alguns chegaram após uma tentativa, e outros, depois de mais de uma tentativa. “Graças a Deus, até hoje nunca perdi um paciente por suicídio”, afirma o psicólogo. Para ele, essa experiência reforça a importância de levar a sério aquilo que o paciente apresenta, acolher o sofrimento sem julgamentos e construir, junto com ele, possibilidades para atravessar momentos de crise.

Segundo Christóforo, em momentos de sofrimento intenso, a dor pode ocupar tamanho espaço que a pessoa perde temporariamente a capacidade de enxergar alternativas. “É como estar dentro de uma sala escura e acreditar que aquela sala é o mundo inteiro. Às vezes, o primeiro trabalho terapêutico não é resolver todos os problemas. É ajudar a pessoa a atravessar aquela noite, chegar à próxima semana, à próxima sessão e, pouco a pouco, voltar a imaginar que existe um amanhã”, explica.

Com atuação fundamentada também na Psicologia Analítica de Carl Gustav Jung, o psicólogo observa que determinados momentos de ruptura podem revelar conflitos, culpas, relações destrutivas, expectativas ou formas de viver que já não conseguem sustentar o indivíduo. Nesse processo, a psicoterapia pode ajudar a compreender o sofrimento e construir novas possibilidades. “Eu já vi pessoas chegarem ao consultório acreditando que não havia mais saída e, meses depois, voltarem a falar sobre sonhos e projetos. A psicoterapia não apaga magicamente a dor, mas cria um espaço para que ela seja colocada em palavras, compreendida e elaborada”, diz Christóforo.

A escuta de familiares, amigos e colegas também pode fazer diferença. O Ministério da Saúde recomenda procurar um momento e um ambiente adequados para conversar com quem apresenta sinais de sofrimento, ouvir com abertura e sem julgamentos e incentivar a busca por atendimento profissional. Em situações de perigo imediato, a orientação é não deixar a pessoa sozinha e procurar serviços de saúde ou de emergência.

Para Christóforo, frases como “pense positivo”, “isso vai passar” ou comparações com problemas de outras pessoas podem produzir o efeito contrário ao desejado. “Nem sempre precisamos encontrar a frase perfeita. Muitas vezes, uma pergunta verdadeira, ‘você está realmente bem?’, seguida da disposição para ouvir a resposta, é muito mais importante.”

Mudanças persistentes de comportamento, isolamento, desesperança, abandono de atividades e projetos, falas recorrentes sobre morte ou ausência de perspectivas merecem atenção, embora nenhum sinal isolado permita prever um suicídio. A prevenção depende de uma abordagem ampla, com acolhimento, redução do estigma e acesso adequado ao cuidado em saúde mental. “Precisamos abandonar a ideia de que pedir ajuda demonstra fraqueza. Conseguir dizer ‘eu não estou dando conta sozinho’ pode ser uma das atitudes mais importantes que uma pessoa toma em sua vida”, destaca o psicólogo.

Para Christóforo, a principal mensagem do Setembro Amarelo deveria permanecer durante todo o ano. A prevenção também acontece nas pequenas atitudes, quando uma família percebe uma mudança, quando um colega observa que alguém deixou de falar sobre o futuro ou quando uma pessoa encontra segurança para admitir que precisa de ajuda. “A vida nem sempre precisa fazer sentido hoje. Em alguns momentos, precisamos criar condições para que ela volte a fazer sentido amanhã. A esperança nem sempre chega como uma grande revelação. Às vezes, ela chega como uma conversa, uma escuta, uma mão estendida ou simplesmente como alguém que permanece”, conclui.

Serviço: Luti Christóforo

Psicólogo clínico

(41) 99809-8887

@luti.psicologo

lutipsicologo@gmail.com

YouTube.com/@lutipsicologo

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Empresa saudável começa nos números https://minutosc.com.br/empresa-saudavel-comeca-nos-numeros/ https://minutosc.com.br/empresa-saudavel-comeca-nos-numeros/#respond Wed, 16 Sep 2026 19:03:12 +0000 https://minutosc.com.br/?p=3527 Faturamento alto nem sempre significa um negócio saudável. Entender margem, caixa, custos e resultado ajuda empresários a identificar problemas antes que eles apareçam Uma empresa pode vender mais a cada mês, conquistar novos clientes e bater recordes de faturamento e, ainda assim, estar ficando financeiramente mais frágil. Isso acontece porque faturamento, sozinho, diz muito pouco

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Faturamento alto nem sempre significa um negócio saudável. Entender margem, caixa, custos e resultado ajuda empresários a identificar problemas antes que eles apareçam

Uma empresa pode vender mais a cada mês, conquistar novos clientes e bater recordes de faturamento e, ainda assim, estar ficando financeiramente mais frágil. Isso acontece porque faturamento, sozinho, diz muito pouco sobre a saúde de um negócio. “É muito comum o empresário saber exatamente quanto vendeu no mês, mas não conseguir responder quanto realmente ganhou. E são duas coisas completamente diferentes”, afirma Danilo Fermino, contador e sócio da Flow Contabilidade Digital.

Segundo ele, o problema aparece quando o faturamento passa a ser usado como principal referência para tomar decisões. A empresa vende mais e, por isso, contrata. Aumenta a estrutura. Assume um financiamento. Compra equipamentos. Eleva a retirada dos sócios. Mas nem sempre existe uma análise sobre quanto desse crescimento efetivamente está se transformando em resultado. “Uma empresa pode aumentar o faturamento e, ao mesmo tempo, perder margem. Pode apresentar lucro e estar com dificuldade de caixa. Pode ter dinheiro na conta hoje e compromissos para os próximos 30 dias que tornam aquele saldo praticamente indisponível. Quando olhamos somente um número, corremos o risco de chegar à conclusão errada.”

Por isso, acompanhar a saúde financeira de uma empresa exige olhar para indicadores em conjunto. Faturamento, margem, custos fixos, geração de caixa, endividamento e resultado ajudam a mostrar não apenas onde o negócio está, mas também se existe espaço para os próximos passos. Essa informação passa a ter valor principalmente antes das decisões.

Contratar um funcionário, comprar um equipamento, abrir uma nova unidade ou assumir uma dívida são decisões que podem parecer comerciais, mas têm consequências financeiras que podem ser projetadas. “Antes de contratar, por exemplo, eu posso calcular quanto aquela contratação aumenta o custo da empresa e quanto de receita adicional ela precisa gerar para se pagar. A decisão continua sendo do empresário, mas ele passa a decidir sabendo o impacto que aquilo terá nos números.”

A mesma lógica vale para a área tributária. Conforme a empresa cresce, muda sua folha de pagamento, sua margem ou sua estrutura, um regime tributário que funcionava anteriormente pode deixar de ser a melhor alternativa. “Não existe uma escolha tributária que seja boa para sempre. A empresa muda e a estratégia tributária também precisa ser revisada. Mas imposto é apenas uma parte da análise. Economizar imposto e continuar com uma operação pouco rentável não resolve o problema.”

Para Danilo, uma das principais mudanças na relação entre empresário e contador está justamente na utilização das informações que a contabilidade já produz. “O empresário não precisa de um contador que apenas diga quanto ele precisa pagar. Ele precisa entender se a empresa dá lucro, onde está perdendo margem, quanto pode investir, quais riscos está assumindo e o que precisa mudar para chegar onde pretende.”

Isso não elimina a experiência ou a percepção de quem está à frente do negócio. Pelo contrário. Os números ajudam a testar essas percepções antes que uma decisão importante seja tomada. “Tem decisão que parece ótima olhando para o faturamento e deixa de parecer quando colocamos margem, custos e caixa na conta. O número não decide pelo empresário. Ele mostra coisas que, muitas vezes, o empresário não consegue enxergar olhando apenas para a operação.”

No Dia do Contador, celebrado em 22 de setembro, a discussão sobre o papel da profissão também passa por essa mudança. Com tecnologia e acesso mais rápido às informações, o trabalho contábil pode ir além do cumprimento de obrigações e ajudar empresas a entender melhor o próprio negócio.

Porque crescer é importante. Mas saber se esse crescimento está efetivamente deixando a empresa mais saudável é uma discussão diferente.

Serviço: Flow Contabilidade

Danilo Fermino

Contador CRC PR 078065/O-2

(41) 99963-7065

@danilofermino

danilo@flowcontabilidade.com.br

www.flowcontabilidade.com.br

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Quando acidente vira crime? https://minutosc.com.br/quando-acidente-vira-crime/ https://minutosc.com.br/quando-acidente-vira-crime/#respond Wed, 16 Sep 2026 18:53:03 +0000 https://minutosc.com.br/?p=3524 Semana Nacional do Trânsito chama atenção para condutas que podem transformar uma ocorrência nas ruas em investigação criminal e até levar o motorista à prisão Uma colisão, um atropelamento ou outro sinistro de trânsito pode acontecer em poucos segundos, mas as atitudes do motorista antes e depois da ocorrência podem produzir consequências que vão muito

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Semana Nacional do Trânsito chama atenção para condutas que podem transformar uma ocorrência nas ruas em investigação criminal e até levar o motorista à prisão

Uma colisão, um atropelamento ou outro sinistro de trânsito pode acontecer em poucos segundos, mas as atitudes do motorista antes e depois da ocorrência podem produzir consequências que vão muito além de multas, indenizações e perda de pontos na carteira. Entre 18 e 25 de setembro, período em que o Brasil realiza a Semana Nacional do Trânsito, o alerta também vale para uma questão pouco compreendida pelos motoristas: quando um acidente deixa de ser apenas uma ocorrência de trânsito e passa a ser tratado como crime?

Segundo o advogado criminalista Jefferson Nascimento da Silva, o simples envolvimento em um acidente não transforma automaticamente o motorista em criminoso. É preciso analisar as circunstâncias e a conduta envolvida. “No Direito Penal não basta olhar para o resultado e concluir que houve um crime. É necessário entender como o fato aconteceu, qual foi o comportamento do motorista, se houve imprudência, negligência ou imperícia e se existiam outras circunstâncias, como consumo de álcool, excesso de velocidade ou alguma conduta deliberadamente perigosa”, explica.

O Código de Trânsito Brasileiro prevê crimes específicos. O homicídio culposo na direção de veículo automotor, quando não existe intenção de matar, por exemplo, tem pena de detenção de dois a quatro anos, além da suspensão ou proibição de obter habilitação. Se o motorista estiver sob influência de álcool ou outra substância psicoativa e provocar uma morte nas condições previstas pelo CTB, a pena passa para reclusão de cinco a oito anos, além das consequências relacionadas ao direito de dirigir.

A legislação também prevê a lesão corporal culposa no trânsito. Quando há alteração da capacidade psicomotora em razão do consumo de álcool ou outra substância e o resultado é lesão grave ou gravíssima, a pena prevista é de reclusão de dois a cinco anos. Dirigir com a capacidade psicomotora alterada pelo álcool ou outra substância psicoativa também constitui crime independentemente da ocorrência de morte ou ferimento, desde que presentes os requisitos previstos na legislação.

“É importante desfazer a ideia de que crime de trânsito só existe quando alguém morre. A própria condução sob influência de álcool, nas condições estabelecidas em lei, pode configurar crime. Além disso, a forma como o motorista age depois de um sinistro também pode gerar uma nova responsabilidade criminal”, ressalta Jefferson.

Um exemplo é a omissão de socorro. O Código de Trânsito estabelece como crime deixar de prestar imediato socorro à vítima quando possível ou, havendo justa causa que impeça o auxílio direto, deixar de solicitar ajuda da autoridade pública. A legislação prevê ainda crime para o motorista que se afasta do local do sinistro com a finalidade de fugir da responsabilidade penal ou civil que possa lhe ser atribuída.

Outro ponto mais complexo aparece nos acidentes com morte em que se discute se houve culpa ou dolo eventual. No homicídio culposo, o motorista não deseja nem assume o resultado criminoso, embora sua conduta possa ter contribuído para ele. Já a discussão sobre dolo eventual surge quando a acusação sustenta que, embora não tivesse a intenção direta de matar, o motorista teria assumido o risco de produzir aquele resultado.

A diferença pode modificar profundamente o processo criminal. Em decisões recentes, o Superior Tribunal de Justiça voltou a analisar casos de mortes no trânsito em que se discutia a existência de dolo eventual. Para Jefferson, é justamente nesse ponto que generalizações devem ser evitadas. “Embriaguez, excesso de velocidade e outras circunstâncias são elementos relevantes para a investigação, mas uma conclusão sobre dolo eventual exige análise do conjunto de fatos e provas do caso concreto. Não se pode transformar automaticamente todo acidente grave em homicídio doloso, assim como não se pode minimizar uma conduta extremamente perigosa apenas porque ocorreu no trânsito”, afirma.

A Semana Nacional do Trânsito, realizada anualmente entre os dias 18 e 25 de setembro, busca ampliar a conscientização sobre segurança e responsabilidade nas ruas e rodovias. Para o criminalista, conhecer as consequências jurídicas também faz parte desse processo. “Quando alguém assume a direção, suas escolhas podem produzir consequências para a própria vida e para a vida de terceiros. Respeitar as regras de trânsito não é apenas uma forma de evitar multa. Em determinadas situações, é a diferença entre chegar ao destino normalmente e responder a uma investigação ou a um processo criminal”, conclui.

Serviço: Jefferson Nascimento da Silva
Advogado Criminalista, OAB/PR 86.750
(41) 98400-6686
@jeeffeh
jeffe.adv@gmail.com
https://advjeffersonsilva.com.br
Rua Conselheiro Laurindo, 600 – sala 1006/1007, Centro, Curitiba/PR.

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Buffet em velórios ganha espaço como gesto de acolhimento às famílias https://minutosc.com.br/buffet-em-velorios-ganha-espaco-como-gesto-de-acolhimento-as-familias/ https://minutosc.com.br/buffet-em-velorios-ganha-espaco-como-gesto-de-acolhimento-as-familias/#respond Wed, 16 Sep 2026 18:47:25 +0000 https://minutosc.com.br/?p=3521 Serviço discreto oferece alimentação e suporte durante despedidas que podem durar várias horas Em um momento marcado pela dor e por inúmeras decisões, oferecer alimentação aos familiares e amigos que permanecem durante horas em um velório pode representar cuidado, acolhimento e respeito. Com essa proposta, o serviço de buffet para velórios começa a ganhar espaço

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Serviço discreto oferece alimentação e suporte durante despedidas que podem durar várias horas

Em um momento marcado pela dor e por inúmeras decisões, oferecer alimentação aos familiares e amigos que permanecem durante horas em um velório pode representar cuidado, acolhimento e respeito. Com essa proposta, o serviço de buffet para velórios começa a ganhar espaço no Brasil, acompanhando um movimento de humanização e personalização das cerimônias de despedida. A alimentação nesses encontros tradicionalmente era organizada de maneira improvisada pelos próprios familiares. Agora, o serviço profissional permite que a família se concentre na despedida e no apoio mútuo, sem precisar se preocupar com compras, montagem, utensílios, organização da mesa e reposição dos alimentos. “Buffet em velório não tem caráter de festa. Trata-se de oferecer conforto em um momento delicado. Muitas pessoas permanecem horas no local, chegam de outras cidades ou passam o dia sem conseguir fazer uma refeição. Um café, uma água ou um alimento leve representam uma forma silenciosa de cuidado”, explica Danielle Jacob, da FGS. A tendência faz parte de uma transformação mais ampla do setor funerário. Além do coffee break, diferentes regiões do país já registram cerimônias com música, transmissão pela internet, vídeos, flores e homenagens que procuram representar a história e a personalidade de quem partiu.

Cardápio leve e apresentação discreta

O buffet para velórios deve respeitar as características do ambiente. A recomendação é priorizar uma apresentação sóbria, atendimento cuidadoso e alimentos práticos, que possam ser consumidos durante diferentes momentos da cerimônia. Entre as opções que podem compor o cardápio estão café, chá, água, sucos, bolos, frutas, pães, pequenos sanduíches e salgados. A seleção pode ser adaptada conforme o horário, a duração do velório, a estimativa de pessoas e eventuais restrições alimentares. “Cada atendimento precisa ser conduzido com sensibilidade. A montagem deve ser discreta, o cardápio precisa funcionar bem durante todo o período e a equipe deve compreender que está entrando em um ambiente de recolhimento e emoção”, ressalta Danielle. Além de cuidar dos alimentos, o serviço profissional pode contemplar organização da mesa, louças ou utensílios, bebidas, reposição e retirada da estrutura. A quantidade é planejada de acordo com o público estimado, evitando tanto a falta quanto o desperdício.

Alimentação também favorece o encontro e a memória

O momento do café pode criar um espaço de proximidade entre familiares e amigos. É quando surgem conversas, lembranças e histórias vividas ao lado da pessoa homenageada. Por isso, a alimentação pode cumprir uma função que vai além da necessidade física. Em algumas cerimônias, o cardápio também pode receber elementos afetivos, como um bolo, um doce ou uma receita que faça parte da memória familiar. A personalização, porém, deve ser planejada com equilíbrio e sempre respeitar o desejo, a cultura e as crenças da família. “Há despedidas em que as pessoas sentem necessidade de recordar momentos felizes e compartilhar histórias. A mesa pode ajudar a criar esse espaço de convivência, sem retirar a solenidade da ocasião”, afirma Danielle. Para a FGS, o principal objetivo do serviço é assumir uma preocupação prática em um momento no qual a família já enfrenta uma grande carga emocional. “Nosso trabalho é estar presente com organização, respeito e delicadeza. Às vezes, cuidar significa simplesmente garantir que ninguém precise se preocupar com o café, a água ou a alimentação naquele momento”, conclui.

Serviço: FGS

Danielle Jacob

Diretoria Criativa e de Marketing

41987848259

contato@fgs.com.br

Anita Shopping

Av Anita Garibaldi, 2840 loja 39.

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Imóvel da herança pode virar usucapião? https://minutosc.com.br/imovel-da-heranca-pode-virar-usucapiao/ https://minutosc.com.br/imovel-da-heranca-pode-virar-usucapiao/#respond Wed, 16 Sep 2026 18:23:44 +0000 https://minutosc.com.br/?p=3518 Imóvel ocupado por apenas um dos filhos após a morte dos pais pode gerar cobrança entre herdeiros e, em determinadas situações, até discussão sobre usucapião Quando os pais morrem e um dos filhos permanece morando sozinho no imóvel da família, é comum que os irmãos tratem a situação informalmente. “Pode ficar na casa”, “depois resolvemos

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Imóvel ocupado por apenas um dos filhos após a morte dos pais pode gerar cobrança entre herdeiros e, em determinadas situações, até discussão sobre usucapião

Quando os pais morrem e um dos filhos permanece morando sozinho no imóvel da família, é comum que os irmãos tratem a situação informalmente. “Pode ficar na casa”, “depois resolvemos o inventário” ou “ele cuidou dos nossos pais e não tem problema continuar lá” são acordos frequentes dentro das famílias. O que poucos sabem é que deixar essa situação se prolongar sem qualquer formalização pode trazer consequências patrimoniais importantes.

Segundo o advogado Carlos Alberto Zonta Junior, de Maringá, que atua nas áreas imobiliária e sucessória, a morte do proprietário faz com que a herança seja transmitida aos herdeiros e, enquanto não ocorre a divisão definitiva do patrimônio, os bens passam a ser compartilhados entre eles. “O fato de um dos filhos ter morado com os pais, ter cuidado deles ou permanecer no imóvel depois da morte não significa, por si só, que aquela casa passou a pertencer exclusivamente a ele. Se existem outros herdeiros, os direitos deles sobre o patrimônio precisam ser preservados”, explica.

A questão ganhou ainda mais relevância com decisões do Superior Tribunal de Justiça. O STJ já reconheceu que um herdeiro que exerce a posse exclusiva de um imóvel pertencente à herança pode, em determinadas circunstâncias, buscar judicialmente o reconhecimento da usucapião. Para isso, entretanto, não basta simplesmente morar no imóvel durante determinado período. É necessário preencher os requisitos da modalidade de usucapião discutida no caso, inclusive demonstrando uma posse exclusiva exercida como proprietário, sem oposição dos demais titulares.

Na usucapião extraordinária, por exemplo, o Código Civil estabelece como regra prazo de 15 anos de posse sem interrupção nem oposição, que pode ser reduzido para dez anos em determinadas circunstâncias previstas em lei. “É justamente por isso que a família não deveria deixar uma situação patrimonial importante baseada apenas em conversas. O problema não costuma aparecer no primeiro ou no segundo ano. Ele aparece anos depois, quando alguém quer vender o imóvel, fazer a partilha ou reivindicar seu direito e percebe que nunca houve qualquer documento deixando claro em quais condições aquele irmão estava ocupando a propriedade”, alerta Zonta.

Outro ponto que costuma surpreender as famílias é a possibilidade de pagamento pela utilização exclusiva do imóvel. A jurisprudência do STJ admite que o herdeiro que usufrui sozinho do bem comum possa ser obrigado a indenizar os demais pela parcela correspondente ao uso exclusivo. Em decisão divulgada em 2025, a Quarta Turma do tribunal voltou a tratar do tema ao analisar a situação de uma herdeira que permanecia em um imóvel antes da conclusão da partilha.

Isso não significa, entretanto, que toda família precise obrigatoriamente cobrar aluguel do irmão que permaneceu na residência. Os demais herdeiros podem concordar com a utilização gratuita do bem. O importante, segundo Zonta, é que a situação seja juridicamente organizada. “Se os irmãos querem permitir que um deles permaneça gratuitamente no imóvel, isso pode ser formalizado. Se entendem que deve haver uma compensação financeira pelo uso exclusivo, também é possível estabelecer as condições. O que traz insegurança é não fazer nada e acreditar que o vínculo familiar substitui a documentação”, afirma.

Além do instrumento que regulamente a ocupação, os herdeiros precisam observar o inventário, a situação da matrícula do imóvel, impostos, condomínio, despesas de manutenção e a forma como cada sucessor participa da administração do patrimônio. O STJ decidiu, inclusive, que, antes da partilha, o IPTU é, como regra, obrigação vinculada ao espólio. A divisão de determinadas despesas e eventual indenização pelo uso exclusivo dependem das circunstâncias de cada caso.

Para Zonta, a prevenção é particularmente importante porque conflitos imobiliários entre irmãos frequentemente começam quando a relação familiar já está desgastada. “Enquanto todos concordam, parece desnecessário colocar qualquer coisa no papel. O documento não deve ser entendido como demonstração de desconfiança entre irmãos. É exatamente o contrário: ele registra aquilo que todos decidiram em um momento de harmonia e evita que, no futuro, cada pessoa tenha uma lembrança diferente sobre o que foi combinado”, conclui.

Serviço: Zonta Advocacia

Carlos Alberto Zonta Junior

Advogado, OAB/PR 77.920

(44) 3025-1709/9925-7972

@bzonta

contato@zonta.adv.br

www.zonta.adv.br

Av. Advogado Horácio Raccanello Filho, 5550, Zona 7, Maringá, PR. 

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IA avança nas empresas, mas falta de capacitação prejudica a real produtividade https://minutosc.com.br/ia-avanca-nas-empresas-mas-falta-de-capacitacao-prejudica-a-real-produtividade/ https://minutosc.com.br/ia-avanca-nas-empresas-mas-falta-de-capacitacao-prejudica-a-real-produtividade/#respond Wed, 16 Sep 2026 18:18:53 +0000 https://minutosc.com.br/?p=3514 Disponibilizar ferramentas de inteligência artificial sem preparar as equipes pode limitar os ganhos esperados pelas organizações A inteligência artificial generativa entrou no ambiente corporativo em velocidade acelerada, mas muitas empresas ainda não descobriram como transformar a tecnologia em resultados concretos. O problema, segundo especialistas em gestão, já não está apenas no acesso às ferramentas, mas

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Disponibilizar ferramentas de inteligência artificial sem preparar as equipes pode limitar os ganhos esperados pelas organizações

A inteligência artificial generativa entrou no ambiente corporativo em velocidade acelerada, mas muitas empresas ainda não descobriram como transformar a tecnologia em resultados concretos. O problema, segundo especialistas em gestão, já não está apenas no acesso às ferramentas, mas na capacidade das organizações de preparar seus profissionais para utilizá-las de forma estratégica.

Em um cenário no qual ferramentas como o ChatGPT estão cada vez mais presentes na rotina profissional, capacitar pessoas passa a ser tão importante quanto investir na própria tecnologia. Dados divulgados pelo Cetic.br em junho de 2026 mostram que o uso de inteligência artificial nas empresas brasileiras com 10 ou mais pessoas ocupadas passou de 13%, em 2024, para 17%, em 2025. Entre as grandes empresas, com 250 ou mais funcionários, a adoção avançou de 38% para 50%. O levantamento ouviu mais de 4 mil empresas em todo o país.

Na avaliação de Bruno Castro, consultor em Processos e IA aplicada à Gestão, responsável pela B.Castro Consultoria, o risco está em acreditar que a simples disponibilização da ferramenta será suficiente para gerar produtividade. “A empresa pode ter a melhor ferramenta disponível e continuar trabalhando da mesma maneira. O resultado não está na ferramenta, mas na forma como as pessoas passam a trabalhar depois que aprendem a utilizá-la”, afirma.

Um profissional preparado pode utilizar a IA para eliminar etapas burocráticas, resumir documentos, organizar informações, gerar análises, estruturar apresentações, apoiar pesquisas e acelerar tarefas que antes consumiam horas. O ganho, porém, depende da capacidade de identificar quais atividades realmente podem ser potencializadas pela tecnologia. “O objetivo não deveria ser terceirizar o pensamento para a inteligência artificial, mas ampliar a capacidade humana de analisar, criar e decidir. Quando tiramos o profissional de atividades operacionais que consomem tempo, permitimos que ele utilize sua capacidade em tarefas de maior valor”, explica Bruno.

A necessidade de capacitação já aparece entre as grandes empresas brasileiras. Pesquisa realizada pela IDC entre março e abril de 2026 com executivos de organizações com mais de mil funcionários identificou que 30% apontam a escassez de talentos como uma das principais barreiras para a adoção da inteligência artificial. Como resposta, 86% das empresas pesquisadas afirmam investir na capacitação das equipes de tecnologia e 71% também estão treinando profissionais das áreas de negócios.

Outro levantamento internacional reforça que o desafio vai além do domínio técnico das ferramentas. O Work Trend Index 2026, realizado com 20 mil profissionais de dez países, incluindo o Brasil, identificou que fatores organizacionais, como cultura, apoio da liderança e práticas de gestão, apresentaram peso aproximadamente duas vezes maior nos resultados relatados com IA do que fatores ligados apenas ao comportamento individual.

Para Bruno, os números demonstram que a discussão precisa deixar de ser tratada exclusivamente como um assunto do setor de tecnologia. “Quando uma empresa entrega uma ferramenta de inteligência artificial para uma equipe sem ensinar onde, como e por que utilizá-la, existe uma grande chance de continuar fazendo os mesmos processos, apenas com uma tecnologia nova. A produtividade aparece quando a IA é conectada ao processo de trabalho.”

Outro cuidado envolve a segurança das informações. O uso corporativo da inteligência artificial exige regras claras sobre dados, documentos e informações estratégicas. Também é necessário ensinar os profissionais a conferir conteúdos produzidos pela IA, já que respostas aparentemente corretas podem conter erros. “Treinar uma equipe para usar inteligência artificial também significa ensinar responsabilidade. É preciso saber perguntar, interpretar, conferir e decidir”, ressalta.

Em setembro, quando o calendário profissional destaca o Dia do Profissional de Administração, a discussão sobre inteligência artificial ganha um significado especial. Cabe aos gestores conduzir essa transformação dentro das organizações, conectando tecnologia aos processos e às pessoas. Para Bruno, à medida que o acesso às ferramentas se torna cada vez mais democrático, o verdadeiro diferencial competitivo tende a mudar. “A IA será cada vez mais acessível. O diferencial não será simplesmente ter acesso à tecnologia, mas ter pessoas preparadas para fazer perguntas melhores, encontrar soluções melhores e tomar decisões melhores com o apoio dela.”

Serviço: B.Castro Consultoria

Bruno Castro

Consultor em Processos, Tecnologia e Mentalidade

(41) 99952 8310

@bcastro.consultoria

comercial@bcastroconsultoria.com

https://www.bcastroconsultoria.com

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Dentista para a vida https://minutosc.com.br/dentista-para-a-vida/ https://minutosc.com.br/dentista-para-a-vida/#respond Wed, 16 Sep 2026 18:14:29 +0000 https://minutosc.com.br/?p=3511 Modelo inspirado no antigo médico de família valoriza histórico do paciente, prevenção e acompanhamento contínuo da saúde bucal Durante décadas, era comum uma família inteira ter um médico de confiança, aquele profissional que conhecia não apenas os exames do paciente, mas seu histórico, os medicamentos utilizados, alergias, doenças anteriores e até seus medos. Com a

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Modelo inspirado no antigo médico de família valoriza histórico do paciente, prevenção e acompanhamento contínuo da saúde bucal

Durante décadas, era comum uma família inteira ter um médico de confiança, aquele profissional que conhecia não apenas os exames do paciente, mas seu histórico, os medicamentos utilizados, alergias, doenças anteriores e até seus medos. Com a maior especialização da saúde e a multiplicação dos serviços disponíveis, essa relação foi se tornando menos frequente. Na odontologia, porém, a continuidade do cuidado pode fazer diferença tanto na prevenção quanto na identificação precoce de alterações que surgem ao longo dos anos.

Um estudo realizado com prontuários de crianças e adolescentes atendidos na rede pública de Curitiba encontrou uma incidência de 42,2% de descontinuidade do cuidado odontológico após atendimentos de urgência. A pesquisa considerou como descontinuidade os casos em que não houve registro de consulta eletiva nos seis meses seguintes. O resultado chama atenção para uma questão que vai além de procurar um dentista somente quando aparece dor ou algum problema: manter acompanhamento ao longo do tempo. (SciELO Brasil)

Para a cirurgiã-dentista Bruna Rafaela Machado, da Bruna Rafaela Odontologia, em Curitiba, ter um profissional de referência permite enxergar a saúde bucal como uma história em construção. “Quando acompanho um paciente durante anos, não estou olhando apenas para a boca que ele apresenta naquele dia. Eu conheço os tratamentos que já foram realizados, tenho exames anteriores para comparar, sei como aquela pessoa reage aos procedimentos, conheço suas inseguranças, seus hábitos e suas particularidades. Esse histórico nos permite ter uma visão muito mais completa e individualizada”, explica.

A lógica é semelhante à do tradicional médico de família. Uma radiografia realizada hoje, por exemplo, ganha outra dimensão quando pode ser comparada a exames anteriores. Alterações nos dentes, gengivas, mordida, desgaste dentário e restaurações podem ser observadas ao longo do tempo. O próprio Paraná vem fortalecendo a atenção continuada em saúde bucal. Segundo a Secretaria de Estado da Saúde, o Estado contava em 2025 com 1.735 equipes de saúde bucal e, entre 2023 e 2025, 113 municípios receberam novos consultórios odontológicos. (Saúde Paraná)

A continuidade também favorece a relação de confiança, especialmente para pacientes que têm medo de dentista ou apresentam ansiedade durante os procedimentos. Uma revisão científica recente sobre experiência do paciente em serviços odontológicos aponta que comunicação consistente e satisfatória aumenta a tendência de retorno para consultas preventivas e favorece uma relação mais estável entre paciente e profissional. (PubMed Central (PMC)) “Com o tempo, aprendemos inclusive como aquele paciente precisa ser atendido. Sabemos quem tem mais medo, quem precisa que cada etapa seja explicada, quem já apresentou determinada reação e quais cuidados funcionaram melhor. Essa confiança não é construída em uma consulta, ela nasce da continuidade”, afirma Bruna.

Isso não significa abrir mão dos especialistas. Na Bruna Rafaela Odontologia, o conceito é justamente manter um profissional e uma clínica como referências, reunindo diferentes especialidades quando necessário. Casos que exigem áreas específicas são encaminhados dentro da própria equipe, permitindo que o paciente continue sendo acompanhado no mesmo ambiente e que as informações clínicas sejam compartilhadas entre os profissionais envolvidos. A equipe que trabalha com Bruna é consolidada e conta com profissionais que estão na clínica há mais de dez anos.

Para Bruna, o problema está em transformar a escolha do dentista em uma sucessão de atendimentos isolados, procurando um profissional diferente para cada necessidade, muitas vezes tendo apenas o preço como critério. Cada troca pode exigir uma nova anamnese, novos exames e a reconstrução do histórico. “O preço de um procedimento é importante, mas saúde não deveria ser analisada apenas pelo valor daquela consulta. Existe um ganho que não aparece no orçamento: ter alguém acompanhando as mudanças da sua boca ao longo dos anos. O dentista deixa de cuidar somente do problema que apareceu e passa a conhecer a pessoa que está por trás daquele sorriso”, destaca.

A prevenção reforça essa importância. A Secretaria de Estado da Saúde do Paraná alerta, por exemplo, que feridas na boca que não cicatrizam em até 15 dias, manchas brancas ou avermelhadas, inchaços, dor na boca ou na língua e dificuldade para mastigar ou engolir merecem avaliação odontológica. (Saúde Paraná) “Meu desejo é que as pessoas voltem a enxergar o dentista como aquele profissional de confiança que acompanha diferentes fases da vida. Muitas vezes começamos atendendo uma pessoa e, com o passar dos anos, passamos a cuidar também do marido, dos filhos e de outros familiares. Isso cria vínculo, mas, acima de tudo, cria história clínica. E conhecer essa história nos ajuda a cuidar melhor”, conclui Bruna.

Serviço: Bruna Rafaela Odontologia

Dra. Bruna Rafaela Machado

Cirurgiã-Dentista, Clínica Geral e habilitada em Sedação com Óxido Nitroso

CRO-PR 24431

(41) 3206-4241/ (41) 99767-9426

@brunarafaelaodontologia

www.brunarafaelaodontologia.com.br

Rua Dr. Lauro Wolff Valente, 176, Curitiba, Paraná.

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Manu Buffara leva cozinha brasileira e profissionais de Curitiba ao Ritual at Manresa, na Califórnia https://minutosc.com.br/manu-buffara-leva-cozinha-brasileira-e-profissionais-de-curitiba-ao-ritual-at-manresa-na-california/ https://minutosc.com.br/manu-buffara-leva-cozinha-brasileira-e-profissionais-de-curitiba-ao-ritual-at-manresa-na-california/#respond Mon, 24 Aug 2026 12:15:13 +0000 https://minutosc.com.br/?p=1943 De 26 a 30 de agosto, chef brasileira participa de residência gastronômica em Los Gatos e reúne profissionais ligados à sua trajetória para cinco noites na antiga casa do chef David Kinch A chef brasileira Manu Buffara desembarca na Califórnia para uma participação especial no Ritual at Manresa, em Los Gatos. Durante cinco noites, de

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De 26 a 30 de agosto, chef brasileira participa de residência gastronômica em Los Gatos e reúne profissionais ligados à sua trajetória para cinco noites na antiga casa do chef David Kinch

A chef brasileira Manu Buffara desembarca na Califórnia para uma participação especial no Ritual at Manresa, em Los Gatos. Durante cinco noites, de 26 a 30 de agosto, ela assume a cozinha do espaço que abrigou o histórico Manresa, de David Kinch, levando aos Estados Unidos sua identidade gastronômica e reunindo profissionais e amigos de Curitiba que fazem parte de sua trajetória.

A participação acontece no endereço que abrigou o Manresa, restaurante comandado por David Kinch durante cerca de duas décadas e que chegou a manter três estrelas Michelin por sete anos consecutivos. Após o encerramento do restaurante original, no fim de 2022, o espaço passou a receber o Ritual at Manresa, projeto dedicado a temporadas com chefs convidados de diferentes partes do mundo. Kinch participa da iniciativa como Culinary Ambassador.

Na temporada de 2026, o Ritual at Manresa recebe chefs para experiências concentradas em uma semana, com cinco noites de jantar. A passagem de Manu Buffara levará à Califórnia a perspectiva que orienta o trabalho da chef: uma cozinha conectada à origem dos ingredientes, aos produtores e às comunidades responsáveis pelos alimentos que chegam à mesa.

A trajetória internacional de Manu inclui passagens pelo Noma, em Copenhague, e pelo Alinea, em Chicago, antes de seu retorno ao Brasil e da abertura de seu restaurante homônimo em Curitiba. Em 2022, foi reconhecida como Latin America’s Best Female Chef e também recebeu Three Knives no The Best Chef Awards. Seu restaurante já integrou a seleção do Latin America’s 50 Best Restaurants.

Para Manu, a gastronomia também pode atuar para além dos limites do restaurante. Sua atuação parte da relação com território, cultura, produtores e comunidades locais, entendendo a cozinha como instrumento de conexão e desenvolvimento. “Tenha orgulho das suas origens, da sua terra, da sua família e da sua cultura. Essa é a nossa maior inspiração”, afirma a chef.

Curitiba também ocupa a cozinha do antigo Manresa

A residência gastronômica terá ainda um componente coletivo. Em vez de viajar exclusivamente com a equipe habitual de seu restaurante, Manu reuniu profissionais ligados à gastronomia de Curitiba e à sua própria história. Entre os participantes confirmados estão Danilo Takigawa, do Azo; Igor Marquesini, do restaurante Igor; Ariel Todeschini, responsável pelos coquetéis; Vanessa dos Reis, chef de pâtisserie; Claudia Krauspenhar, do KSA; além de profissionais de salão e pessoas próximas à chef.

A escolha amplia o significado da participação brasileira no Ritual at Manresa. Além da cozinha de Manu Buffara, a experiência reúne diferentes profissionais da cena gastronômica curitibana em torno de um mesmo serviço e apresenta ao público californiano uma cultura de colaboração construída ao longo dos anos na capital paranaense.

“Eu poderia simplesmente levar a minha equipe do restaurante, mas queria que essa viagem tivesse outro significado. Queria reunir pessoas de quem eu gosto, profissionais que admiro e amigos que fazem parte da minha história. A gastronomia também é isso: troca, amizade, generosidade e construção coletiva. Poder estar com eles dentro de uma cozinha tão importante como a do antigo Manresa torna tudo ainda mais especial”, afirma Manu.

Ritual at Manresa reúne chefs de diferentes países

Criado pelos irmãos uruguaios Juan e Luis Caviglia, o Ritual começou em 2021 com experiências gastronômicas realizadas por chefs convidados em residências privadas na Califórnia e, posteriormente, estabeleceu-se no antigo Manresa. O projeto passou a receber nomes reconhecidos da gastronomia internacional para ocupações temporárias da cozinha em Los Gatos.

Entre os chefs e restaurantes que já passaram pelo projeto estão Ángel León, do Aponiente; Junghyun Park, do Atomix; Alex Atala, do D.O.M.; Julien Royer, do Odette; Jeremy Chan, do Ikoyi; Paco Morales, do Noor; Rodolfo Guzmán, do Boragó; e Christopher Kostow, do Meadowood. Entre os brasileiros, além de Alex Atala, o chef Luiz Filipe Souza levou o Evvai ao projeto em 2025.

A participação de Manu Buffara dá continuidade a essa presença brasileira e coloca Curitiba no circuito de uma programação internacional dedicada ao intercâmbio entre diferentes culturas gastronômicas. Ao reunir sua identidade culinária, profissionais de sua cidade e relações construídas ao longo da carreira, a chef transforma as cinco noites na Califórnia também em uma apresentação coletiva de parte da gastronomia contemporânea brasileira.

SERVIÇO

Ritual at Manresa com Manu Buffara
Data: 26 a 30/08/2026
Local: Ritual at Manresa
Cidade: Los Gatos, Califórnia, Estados Unidos
Formato: cinco noites de jantar
Ingressos: disponíveis pela plataforma oficial do Ritual

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Trump renova estado de emergência dos EUA contra o Brasil por mais um ano https://minutosc.com.br/trump-renova-estado-de-emergencia-dos-eua-contra-o-brasil-por-mais-um-ano/ https://minutosc.com.br/trump-renova-estado-de-emergencia-dos-eua-contra-o-brasil-por-mais-um-ano/#respond Tue, 28 Jul 2026 22:47:52 +0000 https://minutosc.com.br/?p=48 O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, renovou por mais 12 meses o estado de emergência nacional relacionado ao Brasil, mantendo em vigor a Ordem Executiva 14323, assinada originalmente em julho de 2025. A renovação será publicada no Federal Register, o diário oficial do governo norte-americano. No documento, a Casa Branca afirma que continuam válidas

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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, renovou por mais 12 meses o estado de emergência nacional relacionado ao Brasil, mantendo em vigor a Ordem Executiva 14323, assinada originalmente em julho de 2025. A renovação será publicada no Federal Register, o diário oficial do governo norte-americano.

No documento, a Casa Branca afirma que continuam válidas as justificativas que motivaram a declaração de emergência, alegando que ações e políticas do governo brasileiro representam uma ameaça “incomum e extraordinária” à segurança nacional, à política externa e à economia dos Estados Unidos.

Entre os argumentos apresentados estão críticas a decisões do Judiciário brasileiro, especialmente relacionadas à liberdade de expressão e à moderação de conteúdos em plataformas digitais, além de alegações de violações de direitos humanos e perseguição política ao ex-presidente Jair Bolsonaro.

A renovação da emergência não cria novas sanções nem altera automaticamente as medidas comerciais já existentes. Na prática, ela mantém a base jurídica que permite ao governo norte-americano adotar ou preservar ações relacionadas ao Brasil, caso considere necessário.

A Ordem Executiva 14323 foi editada por Trump em 30 de julho de 2025 e permanece como um dos principais instrumentos da política dos Estados Unidos em relação ao Brasil. Pela legislação americana, estados de emergência nacional precisam ser renovados anualmente para continuarem em vigor.

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