Natural de Criciúma, Manoel Dias nasceu em 1938 e iniciou sua trajetória política na década de 1960, quando se destacou como liderança estudantil. Em 1962, foi eleito vereador em Içara pelo Partido Trabalhista Brasileiro (PTB). Contudo, seu mandato foi cassado após o Golpe Militar de 1964, período em que ficou preso por onze meses.
Em 1965, Manoel Dias foi um dos fundadores do Movimento Democrático Brasileiro (MDB) em Santa Catarina e, em seguida, elegeu-se deputado estadual na Assembleia Legislativa, cargo que ocupou de 1967 a 1971. Com a edição do Ato Institucional Número Cinco (AI-5) em 1969, teve seus direitos políticos suspensos por uma década.
Durante o período de cassação, graduou-se em Direito pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) e exerceu a advocacia em Criciúma. Ao longo de sua carreira, concorreu a diversos cargos, incluindo eleições para a Assembleia Legislativa em 1982, para o governo do estado em 2006 e para vice-governador em 2010.
Manoel Dias também ocupou posições de destaque no PDT, como secretário-geral a nível nacional e presidente da seção estadual do partido em Santa Catarina, além de liderar a Fundação Leonel Brizola e Alberto Pasqualini. Na década de 1990, ele integrou a administração de Leonel Brizola no estado do Rio de Janeiro, onde atuou como diretor do Banco do Estado do Rio de Janeiro (Banerj).
Mais tarde, foi nomeado Ministro de Estado do Trabalho e Emprego durante o governo de Dilma Rousseff, contribuindo significativamente para a política brasileira. A trajetória de Manoel Dias é marcada por seu comprometimento com a política e o serviço público, deixando um legado que será lembrado por muitos em Santa Catarina e além.












