A safra da tainha em Santa Catarina finaliza nesta sexta-feira, 31 de julho, com um total de 5.187 toneladas de peixes capturados ao longo de três meses de temporada. Este ano, a pesca foi marcada por controvérsias relacionadas à cota limite para a modalidade de arrasto de praia, que é uma das mais relevantes para os pescadores locais. A cota foi encerrada em junho, mas a situação se reverteu com a autorização de uma cota extra pelo Governo Federal.
Durante a temporada, a cota permitida para a pesca da tainha era de 5.970 toneladas. Das 5.187 toneladas pescadas, diferentes modalidades de pesca contribuíram de maneira significativa para esse número. O arrasto de praia geral foi responsável por 1.338 toneladas, enquanto as cotas extras do arrasto de praia no Litoral Norte e Sul totalizaram 154,7 e 155,7 toneladas, respectivamente. Outras modalidades, como emalhe anilhado, emalhe costeiro/superfície e cerco/traineira, também tiveram uma participação expressiva.
Entre as capturas, destacam-se 922,1 toneladas provenientes do emalhe anilhado e 2.115,3 toneladas do emalhe costeiro/superfície. A pesca por cerco/traineira resultou em 501,2 toneladas. Um dos registros mais impressionantes da temporada ocorreu no Rancho do Ivan, na Praia de Itaguaçu, em São Francisco do Sul, onde foram capturados 1.440 peixes em um único lanço.
Além das capturas significativas, o período também foi um marco para a pesca local, que envolveu pescadores de várias comunidades. Na última semana, 230 toneladas foram destinadas a embarcações ligadas a municípios de pescadores, reforçando a importância da atividade econômica para a região.
Com o término da safra, a expectativa agora recai sobre a próxima temporada, que poderá apresentar uma ampliação na cota de pesca para 2027 ou até mesmo a eliminação de um limite específico. As discussões sobre a sustentabilidade e a gestão da pesca da tainha continuam, refletindo a relevância dessa atividade para a cultura e economia de Santa Catarina.












