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Milei promulga decreto que permite expulsão de estrangeiros por discurso de ódio

O presidente da Argentina, Javier Milei, assinou um decreto que possibilita a expulsão de estrangeiros que façam declarações consideradas de ódio contra o povo argentino. A medida foi divulgada após o presidente ter feito comentários polêmicos sobre o ministro Alexandre de Moraes e o presidente Lula em um evento realizado Em São Paulo, onde chamou Moraes de "lixo careca" e Lula de "presidiário".

O Decreto de Necessidade e Urgência 681/2026, publicado no Diário Oficial argentino, modifica a Lei de Migrações e concede ao governo a autoridade de barrar a entrada ou cancelar a residência de estrangeiros que tenham feito declarações consideradas ofensivas ou que tenham participado de atos de desrespeito a símbolos patrióticos, como a bandeira e o hino nacional.

Milei, que se posicionou como um defensor da liberdade de expressão na América do Sul, criticou o Supremo Tribunal Federal (STF) do Brasil por sua regulação sobre conteúdo online e Elogiou Elon Musk por desafiar ordens de moderação da Justiça brasileira. No entanto, sua recente ação levanta questionamentos sobre a coerência de sua postura em relação à liberdade de expressão.

O decreto permite que o governo argentino tome medidas contra indivíduos que, por meio de suas palavras, possam ser considerados como incitação ao ódio. A medida tem gerado controvérsias, especialmente considerando que Milei tem se posicionado como um crítico da censura, aludindo a um compromisso com a liberdade de fala, mesmo quando as opiniões são controversas ou desagradáveis.

A discussão sobre liberdade de expressão na Argentina se intensifica com essa nova legislação, que pode ser vista como uma contradição às promessas de Milei de promover um ambiente de debate aberto e livre. Especialistas e ativistas estão atentos às implicações que essa lei pode ter sobre a política de imigração e os direitos humanos no país, uma vez que a definição de "discurso de ódio" pode ser subjetiva e suscetível a interpretações.

Além disso, a nova norma ocorre em um contexto mais amplo de debates sobre imigração e nacionalismo na América do Sul, onde países enfrentam desafios relacionados a fluxos migratórios e integração social. A medida pode impactar a relação da Argentina com outras nações, especialmente em um momento em que a crise migratória é um tema central em várias regiões.

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