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Anvisa proíbe publicidade da caneta Semavy, medicamento para diabetes

A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) determinou a proibição da propaganda do medicamento Semavy, que contém semaglutida, No Brasil. A resolução foi publicada no Diário Oficial da União (DOU) nesta sexta-feira, 25 de agosto, através da Resolução RE nº 3.750/2026.

A decisão da agência reguladora surgiu após a constatação de que a divulgação do produto estava sendo realizada de maneira irregular. A Anvisa identificou anúncios em painéis eletrônicos no Aeroporto de Congonhas, em seu site e em redes sociais, o que contraria as normas vigentes.

O Semavy, fabricado pela Cosmed Indústria de Cosméticos e Medicamentos S.A., possui aprovação para tratamento de diabetes mellitus tipo 2 que não está suficientemente controlado. A empresa responsável pelo produto foi contactada para se manifestar sobre a decisão da Anvisa.

No Brasil, a publicidade de medicamentos com tarja vermelha ou preta é estritamente proibida. A Lei nº 6.360/1976 estabelece que apenas medicamentos que não necessitam de prescrição médica podem ser anunciados ao público geral. Os medicamentos que requerem receita devem ter sua divulgação limitada aos profissionais da saúde. A Anvisa esclareceu que o Semavy é classificado como um produto de tarja vermelha, o que implica que sua prescrição deve ser feita em duas vias, assim como ocorre com outros medicamentos do tipo GLP-1.

A caneta Semavy começou a ser comercializada No Brasil no início de agosto de 2023, após o Grupo Hypera Pharma receber a aprovação do preço pela CMED (Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos). O preço definido para o produto foi de R$ 333,00, sendo que a caneta é uma opção para auxiliar na perda de peso em pacientes com diabetes.

A proibição da propaganda reflete o compromisso da Anvisa em garantir a segurança e a correta utilização de medicamentos, especialmente aqueles que exigem supervisão médica. A agência continua a monitorar a publicidade de produtos farmacêuticos para assegurar que as normas sejam respeitadas e que a saúde da população não seja comprometida.

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