Um dos sinais mais conhecidos do infarto agudo do miocárdio é a dor no braço esquerdo, que pode se espalhar para outras partes do corpo. Entretanto, o infarto em mulheres apresenta sintomas que muitas vezes são diferentes. Manifestações como náuseas, vômitos, suor frio, mal-estar e um cansaço intenso, que não condiz com o esforço físico realizado, também devem ser considerados alertas para a saúde do coração.
Embora a dor no peito continue sendo o sintoma mais frequente, outras manifestações podem dificultar o diagnóstico do infarto em mulheres. Fadiga incomum, falta de ar e desconforto abdominal são sintomas que merecem atenção, especialmente quando ocorrem de forma repentina ou durante atividades cotidianas.
A História de Yone Reis, uma mulher paulista de 60 anos, ilustra as consequências de não reconhecer esses sinais precocemente. Em novembro de 2025, Yone começou a sentir um cansaço desproporcional ao que estava acostumada. Dias depois, durante um exercício na academia, experimentou a primeira dor no peito. Nos dias subsequentes, episódios semelhantes se repetiram, levando a um diagnóstico tardio.
A saúde do coração pode ser fortemente influenciada por diversos fatores, incluindo a prática de atividades físicas. Recomenda-se que os indivíduos realizem ao menos 150 minutos de atividades aeróbicas ou 75 minutos de exercícios intensos, como corrida ou natação, semanalmente. Essas ações são fundamentais para a redução do risco cardiovascular.
Além da atividade física, a qualidade do sono, o estresse e a alimentação desempenham papéis críticos na saúde cardíaca. A falta de um sono reparador pode levar o coração a trabalhar em excesso durante a noite, provocando reações inflamatórias. O estresse e uma dieta inadequada também contribuem para essa inflamação, elevando o risco de problemas cardíacos.
A importância de um diagnóstico precoce é evidente, pois quanto mais rápido o tratamento for iniciado, maior a chance de restabelecer o fluxo sanguíneo adequado, diminuindo assim as complicações e o risco de mortalidade. O caso de Yone Reis serve como um alerta para que mulheres estejam atentas aos sinais do corpo e busquem ajuda médica ao notarem qualquer alteração significativa em sua saúde.












