Uma mulher de 53 anos, que possui deficiência visual, foi mantida em cárcere privado e ameaçada de morte pelo companheiro em Herval d’Oeste, no Meio-Oeste de Santa Catarina. O caso ocorreu no último domingo (11), quando a vítima conseguiu escapar e pedir ajuda em uma farmácia localizada no centro da cidade. O homem, de 55 anos, foi preso pela Polícia Militar após a denúncia.
De acordo com informações da Polícia Militar, a mulher relatou que estava sendo impedida de sair do apartamento onde morava com o companheiro. As ameaças de morte, que incluíam um martelo, eram frequentes e a situação se agravou durante o dia em que ela pediu ajuda. A mulher afirmou que não pôde sair para votar nas eleições do dia 4 de outubro devido a essas restrições impostas pelo homem.
A vítima conseguiu ir à farmácia acompanhada do companheiro, alegando que precisava comprar um colírio. No estabelecimento, ele voltou a fazer ameaças, mas foi nesse momento que ela conseguiu se desvencilhar dele e pedir ajuda. Durante uma discussão anterior, ela havia sido empurrada contra o parapeito da sacada, o que resultou em ferimentos nos dedos da mão direita ao tentar evitar a queda.
Os policiais que atenderam a ocorrência notaram que o homem apresentava sinais de embriaguez, como forte odor de álcool e fala arrastada. Diante das evidências e do relato da mulher, ele recebeu voz de prisão e foi levado, juntamente com a vítima, à Delegacia de Polícia Civil de Joaçaba para os procedimentos necessários.
Esse caso reflete um problema mais amplo em Santa Catarina, onde, em 2026, foram registrados quase 8 mil casos de violência contra a mulher. Em Florianópolis, os números são alarmantes, com 839 ocorrências documentadas até o momento. Além disso, uma pesquisa indica que cerca de 28% das mulheres catarinenses enfrentam violência de gênero, embora muitas não reconheçam a agressão como tal.












