O lutador Willian "Kabuto" Hiroyuki enfrenta uma difícil recuperação após ser atingido por um golpe considerado proibido no jiu-jitsu. O incidente ocorreu em agosto, durante uma luta realizada em Londrina, Paraná, onde Kabuto ficou tetraplégico após receber um golpe conhecido como bate-estaca.
A manobra, que é uma violação das regras do jiu-jitsu, consiste em levantar o oponente que está preso na guarda e arremessá-lo com força no chão. Durante a luta, Kabuto enfrentou Juliano Di Pelli Machado, que aplicou esse golpe, resultando em uma grave lesão. A disputa foi na categoria absoluto, que permite que atletas de diferentes pesos se enfrentem.
O bate-estaca é classificado como uma falta grave no jiu-jitsu, sendo proibido em todas as faixas devido ao alto risco de lesões sérias, como traumas na coluna cervical e traumatismo craniano. Kabuto sofreu uma luxação entre a quinta e a sexta vértebras cervicais, o que causou compressão do canal medular e uma lesão severa na medula espinhal.
A gravidade da situação levou o lutador a passar por várias cirurgias, com médicos ressaltando que o caso de Kabuto foi extremamente perigoso. Além do impacto físico, o incidente também levantou discussões sobre a segurança nas competições de jiu-jitsu e a necessidade de rigor na aplicação das regras.
Este não é o primeiro caso de controvérsia envolvendo Juliano Di Pelli Machado. Em 2016, ele foi condenado ao pagamento de danos morais após agredir uma mulher, envolvendo um tapa no rosto e aplicação de uma gravata. A repetição de comportamentos agressivos no contexto de competições esportivas é uma preocupação crescente entre os praticantes e organizadores do jiu-jitsu.
A situação de Kabuto destaca a importância da segurança no esporte e a necessidade de um diálogo contínuo sobre práticas que podem colocar em risco a integridade dos atletas. A Confederação Brasileira tem trabalhado para reforçar as diretrizes de segurança nas competições, visando evitar que episódios como o de Kabuto se repitam.












