Na última quinta-feira (6), em Brasília, o Ministério da Saúde divulgou dados que ressaltam a eficácia do medicamento Trikafta no tratamento de fibrose cística, com uma redução de até 84,8% nas internações de pacientes atendidos pelo Sistema Único de Saúde (SUS). A apresentação ocorreu durante um evento da Sociedade Brasileira de Pneumologia e Tisiologia (SBPT) e destacou a transformação na qualidade de vida dos pacientes que utilizam essa terapia.
O Trikafta, uma terapia de alto custo, está disponível gratuitamente para mais de 2,4 mil pacientes na rede pública. Em contrapartida, na rede privada, o preço de uma única caixa do medicamento pode atingir aproximadamente R$ 194,5 mil, resultando em um custo anual de tratamento que pode ultrapassar R$ 2,5 milhões por paciente.
Um estudo denominado Relatório Nacional de Monitoramento, realizado pelo Grupo Brasileiro de Estudos de Fibrose Cística, analisou os dados de 647 pacientes, incluindo crianças, adolescentes e adultos, ao longo de um ano. Esses pacientes são atendidos em 39 Centros de Referência distribuídos pelo Brasil, e os resultados indicaram impactos significativos na rotina de cuidados.
Os dados do estudo mostraram uma redução de até 84,8% nas internações hospitalares, além de uma diminuição de até 91,6% na necessidade de oxigenioterapia domiciliar. Também foram observadas reduções de até 90% na necessidade de transplantes de pulmão entre os pacientes que receberam a terapia tripla moduladora, que combina elexacaftor, tezacaftor e ivacaftor.
A administração do Trikafta ocorre por via oral na residência dos pacientes, seguindo diretrizes específicas estabelecidas pelo Ministério da Saúde. Após a prescrição médica, o medicamento é retirado nas farmácias de alto custo, mediante apresentação de receita médica emitida por especialista. Os estados são responsáveis pela distribuição do medicamento aos municípios, baseando-se nos repasses federais.
Esses avanços no tratamento da fibrose cística representam um marco significativo na saúde pública, oferecendo esperança e qualidade de vida melhorada para os pacientes afetados pela doença.












