Nesta quinta-feira (6), o Comitê de Segurança Interna do Senado dos Estados Unidos decidiu que o médico Anthony Fauci cometeu desacato ao Congresso. Essa decisão foi tomada devido à sua recusa em responder a questões sobre sua atuação durante a pandemia de Covid-19, em audiência ocorrida na semana anterior.
O senador Rand Paul, presidente da comissão, solicitou a votação após Fauci invocar a Quinta Emenda mais de 100 vezes, evitando assim responder perguntas sobre sua gestão na crise sanitária. O ex-diretor do NIAID (Instituto Nacional de Alergia e Doenças Infecciosas) alegou que a convocação tinha motivações políticas e visava incriminá-lo por suas ações na pandemia e nas investigações sobre a origem do coronavírus.
Com a aprovação da resolução, o caso poderá ser encaminhado ao Departamento de Justiça dos Estados Unidos, que avaliará a possibilidade de apresentar acusações federais contra Fauci. Caso seja condenado, ele poderá enfrentar uma pena de até um ano de prisão.
Anthony Fauci ganhou destaque ao atuar como conselheiro médico principal da Casa Branca durante a pandemia, sob as administrações dos presidentes Donald Trump e Joe Biden. Ele se tornou a principal voz pública do governo americano em relação às diretrizes de saúde, vacinação e medidas de restrição sanitária.
Investigação envolvendo Fauci também inclui aspectos como indulto presidencial, análise de celular e intimações na Flórida. O senador Ron Johnson, que preside a Subcomissão Permanente de Investigações do Senado, afirmou ter recebido uma cópia do celular de Fauci fornecida pelo governo. A expectativa é que os dados obtidos do aparelho ajudem a esclarecer as ações do médico durante a crise de saúde.
Além disso, Johnson mencionou que este aparelho pode responder a várias perguntas que Fauci evitou responder durante a audiência. A investigação em andamento pode revelar mais detalhes sobre a gestão de Fauci e sua conduta durante a pandemia, em um momento em que as questões sobre a origem do coronavírus ainda estão em pauta.












