Neste sábado (12), a Ucrânia foi alvo de uma série de ataques aéreos russos que resultaram na morte de dez pessoas e deixaram dezenas de feridos. As ofensivas, que ocorreram em várias cidades do país, atingiram principalmente áreas residenciais e estruturas de infraestrutura, conforme informaram autoridades locais.
Cidades como Kramatorsk, Zaporíjia, Kryvyi Rih e a região de Zhytomyr foram algumas das mais afetadas. Em Kramatorsk, três pessoas perderam a vida e outras quatro ficaram feridas devido a ataques direcionados a veículos civis. Os ataques não apenas causaram perdas humanas, mas também resultaram em danos significativos a estabelecimentos comerciais, residências e postos de combustível.
Na cidade portuária de Odesa, no sul da Ucrânia, quase 40 pessoas ficaram feridas como resultado dos bombardeios, de acordo com o governador regional Oleh Kiper. As ofensivas ocorreram em um contexto de intensificação dos ataques russos, que têm se concentrado em alvos considerados estratégicos, incluindo usinas de energia e infraestrutura vital.
O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, afirmou que quase 500 drones foram utilizados nas ofensivas, evidenciando a escala e a intensidade dos ataques. Ele criticou as táticas russas, que visam destruir qualquer local que possa oferecer suporte à população diante das dificuldades impostas pela guerra, destacando a brutalidade da abordagem russa.
Os recentes ataques aumentaram consideravelmente o número de mortos na Ucrânia nos últimos dois meses, refletindo uma escalada no conflito. Em resposta, a Ucrânia tem direcionado seus ataques a armazéns e usinas de energia em locais distantes da Rússia, numa tentativa de retaliar os ataques aéreos e desestabilizar a capacidade militar adversária.
As ofensivas russas e a resposta ucraniana continuam a moldar o cenário de um conflito que já se arrasta por um longo período. A situação humanitária se agrava, e as autoridades locais permanecem em alerta máximo diante da possibilidade de novos ataques.












