Na última sexta-feira (4), a campanha do candidato a deputado estadual João Paulo Tavares Bastos, do Partido dos Trabalhadores (PT), sofreu um ato de vandalismo em Itajaí, Santa Catarina. O incidente ocorreu na Rua Uruguai, onde dois wind banners que exibiam a imagem de Tavares e da candidata a deputada federal Ana Paula Lima foram deliberadamente destruídos.
Câmeras de segurança registraram o momento em que um homem se aproxima dos painéis e utiliza um objeto cortante para rasgar o material de propaganda. As imagens, que estão em posse das autoridades, foram coletadas junto a informações que podem ajudar na identificação do autor do ato.
Em resposta ao vandalismo, a Federação Brasil da Esperança, que inclui o PT, PCdoB e PV, protocolou uma notícia-crime eleitoral no sábado (5) na Delegacia da Polícia Federal em Itajaí. A representação busca a abertura de um procedimento investigatório para apurar os crimes previstos no Código Eleitoral, que incluem a agressão ao patrimônio eleitoral.
O candidato João Paulo Tavares Bastos manifestou seu repúdio ao ato em nota oficial. Ele ressaltou a importância do respeito à divergência política, afirmando que a oposição deve se restringir ao campo das ideias. "O que não podemos aceitar é violência, intimidação e destruição", afirmou, destacando que entregará as imagens às autoridades e exigirá a identificação e responsabilização do autor do vandalismo. Tavares garantiu que sua campanha continuará firme, dialogando com a população de Itajaí.
A situação ocorre em um contexto eleitoral em que a agressão a materiais de campanha se torna um tema recorrente, refletindo tensões políticas. O episódio em Itajaí levanta preocupações sobre a segurança dos candidatos e a integridade do processo eleitoral, especialmente com a proximidade das eleições, onde cada ato pode influenciar as decisões dos eleitores.
Este caso não é isolado e se insere em um cenário onde a violência política tem ganhado destaque em diferentes regiões do Brasil. O acompanhamento de atos de vandalismo e suas consequências torna-se fundamental para garantir a lisura do pleito e a liberdade de expressão dos candidatos durante a campanha.












