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Brasil pode ficar de fora da frota de carros autônomos da Uber

A Uber está intensificando seus esforços para expandir a utilização de carros autônomos em diversos mercados, mas o Brasil pode não estar incluído nesse avanço. A companhia estabeleceu parcerias que permitirão a introdução de milhares de veículos sem motorista nas ruas em um futuro próximo, enquanto experimenta novas modalidades de operação.

O impulso dessa iniciativa se deu em março de 2026, quando a Uber anunciou uma colaboração com a Rivian, com o objetivo de colocar até 50 mil veículos autônomos em operação até 2030, com um investimento total de US$ 1,25 bilhão. A previsão é de que os primeiros 10 mil carros comecem a operar em cidades como São Francisco e Miami a partir de 2028, com a intenção de expandir a frota para 25 cidades Nos Estados Unidos, Canadá e Europa.

Apesar dessas ambições, o Brasil não consta na lista de países que receberão a nova frota de veículos autônomos nos próximos anos. A tecnologia de direção autônoma, que já havia passado por um período de reformulação dentro da Uber, voltou a ser uma prioridade na estratégia da empresa, após anos de investimento e reavaliações.

Atualmente, apenas 0,1% das corridas realizadas pela Uber nos 75 países onde a empresa atua são feitas com veículos autônomos. Com concorrentes como a Waymo avançando na implementação de frotas autônomas, a Uber está novamente direcionando recursos significativos para esse segmento em crescimento.

A expectativa é que a presença de carros autônomos aumente em várias cidades ao redor do mundo nos próximos anos. No entanto, a introdução dessa tecnologia no Brasil ainda depende de uma mudança significativa nos custos operacionais. Enquanto a operação com motoristas humanos continuar sendo consideravelmente mais barata para a plataforma, a adoção de carros autônomos no país poderá ser postergada.

Esse cenário evidencia que, mesmo com a corrida global em direção à automação, os mercados não avançarão de forma uniforme. O Brasil, por enquanto, pode observar o desenvolvimento dessa tecnologia em outros lugares, enquanto ainda enfrenta desafios econômicos que dificultam sua implementação local.

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