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Brasil se prepara para exportar miúdos suínos à China com potencial de US$ 100 milhões

O recente protocolo sanitário assinado entre Brasil e China representa uma nova perspectiva para a suinocultura nacional. Com a abertura do mercado chinês para a exportação de miúdos suínos, como fígado, coração, rim e estômago, o Brasil pode transformar subprodutos em uma fonte significativa de receita. A Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) estima que o país poderá enviar mais de 100 mil toneladas desses produtos anualmente, gerando uma receita adicional superior a US$ 100 milhões para o setor.

Santa Catarina, que se destaca como o maior estado criador, produtor e exportador de carne suína do Brasil, é um dos principais beneficiados por essa nova oportunidade. Com um rebanho de cerca de 9,4 milhões de cabeças, a estrutura integrada de cooperativas e indústrias no estado está bem posicionada para atender à demanda do mercado chinês. A valorização desses miúdos, que muitas vezes são considerados de menor importância no Brasil, é uma mudança de paradigma que pode trazer benefícios econômicos significativos.

Os miúdos suínos, que representam uma fração do que é consumido no Brasil, têm um valor substancial Na China, onde são parte integrante da cultura alimentar. Essa diferença de percepção pode se traduzir em uma nova linha de receita para os produtores brasileiros, especialmente em Santa Catarina, onde a capacidade de produção é robusta. O desafio agora é converter o potencial do protocolo assinado em embarques efetivos e em receita real ao longo da cadeia produtiva.

A expectativa é que este movimento não apenas traga benefícios financeiros, mas também ajude a melhorar a remuneração dos produtores ao longo da cadeia. O aproveitamento total do porco, que sempre foi uma prática na suinocultura, pode ganhar um novo significado com a valorização dos miúdos no mercado chinês.

No contexto atual, onde a suinocultura representa uma parte vital da economia, esses desenvolvimentos são vistos como uma excelente notícia. O potencial de crescimento com a exportação para a China pode contribuir para a recuperação dos preços no Brasil, oferecendo uma nova perspectiva para o setor. Com a sanidade e a escala adequadas, Santa Catarina está pronta para aproveitar essa nova frente de mercado, transformando a assinatura do protocolo em oportunidades reais de negócios.

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