Uma equipe composta por seis caçadores de tempestades completou uma jornada de quatro dias pelo Sul do Brasil, onde registrou eventos meteorológicos significativos. Nesta segunda-feira, o grupo interceptou uma supercélula severa no interior do Paraná, enfrentando ventos destrutivos e granizo. A expedição teve início na região entre Ortigueira e Mauá da Serra, onde a aproximação do fenômeno meteorológico escureceu o céu, criando uma atmosfera de expectativa e preocupação.
Durante 1h49, a equipe transmitiu ao vivo a evolução das tempestades, destacando a intensidade e a beleza do evento. A formação de uma supercélula foi caracterizada por nuvens com bases extremamente baixas e correntes de ar fortes. O fotógrafo Gregory Fenile descreveu o momento como “lindo e perigoso”, evidenciando o fascínio que esses fenômenos exercem mesmo em meio a seus riscos.
O grupo, que inclui profissionais da meteorologia e fotógrafos, é formado por Rafael José Claros Santana, Carlos Eduardo Schmidt Freitas, Daniel Lopes, Gregory Fenile de Castro, Gabriel Zaparolli e Maycon Zanata. Juntos, eles percorreram áreas nos estados do Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná, documentando as mudanças climáticas em tempo real.
Após a interceptação no Paraná, a equipe se prepara para retornar ao Rio Grande do Sul, mas fará uma parada em Campo Erê, no extremo oeste de Santa Catarina. O objetivo é mapear os danos causados por um tornado que foi capturado ao vivo dias antes. Este fenômeno inédito trouxe destruições em áreas rurais, com a Defesa Civil reportando danos em 35 casas devido à chuva de granizo.
A avaliação do tornado, que não impactou áreas urbanas, ainda será realizada. A classificação da intensidade do fenômeno, de acordo com a escala Fujita, dependerá da análise dos danos em solo. A equipe concluirá seu trabalho em Campo Erê com uma varredura técnica para documentar as árvores caídas e as estruturas afetadas, uma etapa fundamental para o registro científico do evento.











