A Justiça do Trabalho determinou que a Casas Bahia mantenha intactos os dados e documentos relacionados às demissões recentemente realizadas pela empresa. Caso haja exclusão, alteração ou sobrescrita desses arquivos, a companhia poderá ser multada em R$ 100 mil por dia. Esta liminar foi emitida pela juíza da 11ª Vara do Trabalho de Brasília, Katarina Roberta Mousinho de Matos, em resposta a uma ação da CNTC (Confederação Nacional dos Trabalhadores no Comércio).
Além de exigir a preservação das provas, a decisão também suspendeu as dispensas coletivas promovidas pela Casas Bahia, que envolvem aproximadamente 3 mil trabalhadores e o fechamento de 298 lojas. A juíza ainda determinou que os contratos dos funcionários demitidos sejam restabelecidos. O advogado trabalhista Erick Maués destacou que a preservação dos dados é essencial para avaliar o impacto das demissões e pode ser utilizada em uma futura ação civil pública.
A empresa deve comparecer a uma audiência urgente com o MPT (Ministério Público do Trabalho) para prestar informações sobre as demissões. Há preocupações de que a situação atual coloque os trabalhadores demitidos na fila de credores, especialmente considerando que a Casas Bahia está em processo de recuperação judicial.
A companhia se manifestou afirmando que está avaliando os termos da decisão e os próximos passos a serem tomados. Em nota, a empresa expressou seu respeito pelas determinações judiciais e garantiu que fornecerá as informações necessárias no decorrer do processo.
A situação financeira da Casas Bahia é delicada, tendo registrado um prejuízo líquido contábil de R$ 10,1 bilhões no segundo trimestre de 2026. Com aproximadamente 23 mil funcionários, a gigante do varejo brasileiro opera atualmente com 195 lojas, tendo recentemente investido R$ 100 milhões em uma nova unidade de 10 mil m².












