Uma pesquisa publicada em setembro destaca o avanço do Comando Vermelho nas principais rotas de tráfico de cocaína na Amazônia, evidenciando o papel central do grupo na reconfiguração dos caminhos utilizados para levar a droga ao mercado europeu. O estudo revela que o Comando Vermelho consolidou sua presença em locais estratégicos, como Manaus, Pará e Amapá.
O Amapá, em particular, ganhou destaque como um ponto importante para o tráfico, aproveitando sua localização com acesso por rios e portos que facilitam a exportação de cocaína. Essa nova rota permite que os criminosos diversifiquem seus métodos e evitem a fiscalização, aumentando a eficiência do tráfico na região.
De acordo com o estudo da Global Initiative Against Transnational Organized Crime, assinado por Gabriel Funari, o Comando Vermelho tem demonstrado um crescimento significativo, tomando espaços que antes eram dominados pelo Primeiro Comando da Capital (PCC). Essa mudança é notável não apenas na presença territorial, mas também nas táticas empregadas por cada facção. Enquanto o PCC possui uma estrutura mais organizada e centralizada, o Comando Vermelho tem se adaptado rapidamente às novas dinâmicas do tráfico.
Entre 2019 e 2024, as apreensões de cocaína realizadas por forças estaduais nos nove estados da Amazônia aumentaram impressionantes 574%. Este aumento substancial ilustra a transformação que ocorre nas rotas de tráfico da região, impulsionada pela crescente atividade do Comando Vermelho.
Manaus permanece como um dos principais centros de circulação de drogas na Amazônia, enquanto o Amapá se destaca como uma nova saída estratégica. Essa mudança na dinâmica do tráfico evidencia a necessidade de intensificação das ações de combate ao crime organizado na região, buscando conter o avanço do Comando Vermelho e a diversificação das rotas utilizadas para o transporte de cocaína.












