O debate realizado pela NSC nesta terça-feira (29) entre os candidatos ao governo de Santa Catarina foi marcado por intensos confrontos, especialmente entre João Rodrigues (PSD) e o atual governador Jorginho Mello (PL). As discussões giraram em torno de episódios pessoais e questões familiares, revelando um tom mais agressivo entre os adversários.
A troca de farpas começou quando João Rodrigues questionou Jorginho Mello sobre a utilização, durante a campanha, de reportagens que abordam sua prisão em 2018. Rodrigues lembrou que Jorginho, ao lado dos políticos Jair e Eduardo Bolsonaro, havia defendido sua inocência na época, considerando a estratégia atual como “covarde”. O candidato do PSD ainda relatou que o ocorrido impactou sua família, exigindo acompanhamento psicológico e psiquiátrico para as mulheres de sua casa.
Em resposta, Jorginho Mello negou ter atacado a família de João e afirmou que nunca fez críticas a famílias catarinenses. O governador, por sua vez, ressaltou que também foi alvo de ataques ao longo da campanha, incluindo acusações direcionadas ao seu candidato a vice, Adriano Silva (Novo).
O clima tenso se intensificou quando o candidato Ralf Zimmer (PRD) entrou na discussão, questionando João Rodrigues sobre o repasse de R$ 30 mil da Prefeitura de Chapecó para rádios pertencentes a suas filhas. Zimmer ainda mencionou uma investigação em sigilo relacionada ao caso.
Gelson Merísio (PSB) trouxe dados ao debate, afirmando que o governo estadual gastou aproximadamente R$ 500 milhões em propaganda, um valor superior ao de gestões anteriores. Merísio criticou o que considerou uma tentativa de criar um “mundo da fantasia” em torno da administração, contrastando com indicadores como as longas filas no SUS, os baixos salários dos professores e o aumento da violência contra a mulher.
Ao final do debate, outros candidatos também reiteraram as principais críticas dirigidas a Jorginho Mello, que, apesar das acusações, conseguiu responder às interpelações sem grandes dificuldades. O evento evidenciou um clima de personalismo nas campanhas, onde as questões familiares e os bens pessoais ganharam espaço significativo nas discussões, embora também houvesse momentos dedicados a políticas públicas e dados concretos.












