Um grave deslizamento de terra ocorrido em Zamboye, um vilarejo localizado no oeste da República Centro-Africana, provocou a morte de mais de 100 pessoas. O incidente se deu em uma mina de ouro artesanal, próxima à fronteira com Camarões. A confirmação do número de vítimas fatais veio de autoridades locais, incluindo representantes da Cruz Vermelha e de associações de mineração da região.
O acidente, que ocorreu nesta quinta-feira (20), gerou grande preocupação, uma vez que as operações de resgate ainda estão em andamento. As autoridades locais informaram que várias pessoas permanecem desaparecidas e outras podem estar presas sob os escombros da mina. Bertrand Be Yangué, membro do conselho de jovens de Zamboye, comentou sobre a situação, afirmando que “encontrá-las vivas seria um milagre”.
Gervais Ganagoroh, um voluntário da Cruz Vermelha, relatou que muitos sobreviventes estão gravemente feridos e necessitam de atendimento médico urgente. Ele destacou que os esforços para socorrer as vítimas incluem o transporte de feridos para tratamento, com alguns sendo levados para Camarões devido à gravidade das suas condições. O governo brasileiro também expressou pesar pela tragédia.
Martin Ziguele, presidente do Movimento para a Libertação do Povo Centro-Africano, apontou que o governo tem responsabilidade direta por essas tragédias, enfatizando a necessidade de uma fiscalização mais rigorosa nas atividades de mineração. A situação chamou a atenção de líderes políticos, incluindo o líder da oposição em Camarões, que criticou a exploração ilegal de minérios, ressaltando a desumanidade de quem lucra com essa prática.
O deslizamento é um lembrete da vulnerabilidade das condições de trabalho em minas artesanais, onde a segurança muitas vezes é negligenciada. O incidente em Zamboye não apenas causou uma tragédia pessoal para as famílias afetadas, mas também levanta questões mais amplas sobre a exploração de recursos naturais na região, que frequentemente envolve riscos significativos para os trabalhadores.












