Home / SC / Ex-Presidente do Sinpol-SC é detido nos EUA após condenação por disparos em 2018

Ex-Presidente do Sinpol-SC é detido nos EUA após condenação por disparos em 2018

Anderson de Amorim, de 51 anos, ex-presidente do Sindicato dos Policiais Civis de Santa Catarina (Sinpol-SC) entre 2013 e 2017, foi detido em Orlando, nos Estados Unidos, na última terça-feira (13). Sua prisão foi motivada por uma condenação resultante de disparos de arma de fogo realizados durante uma discussão no trânsito, ocorrida em 2018.

O ex-policial civil aposentado, que possui formação em Segurança Pública e é especialista em Inteligência Criminal, foi capturado pelo Serviço de Imigração e Alfândega dos Estados Unidos (ICE) durante uma operação de cooperação internacional com a Polícia Civil brasileira. Anderson é casado e pai de duas filhas, tendo atuado na representação dos policiais civis em Santa Catarina.

A detenção de Amorim ocorreu após a condenação transitar em julgado, ou seja, quando não é mais possível recorrer da decisão judicial. A localização do ex-líder sindical foi possível graças a um trabalho de inteligência policial desenvolvido pela Delegacia de Combate às Drogas (Decod), que faz parte do Departamento de Investigação Criminal (DIC) de Itajaí.

Conforme informações do delegado-geral da Polícia Civil de Santa Catarina, Marcelo Sampaio, a situação que levou à condenação de Anderson envolveu o uso de uma arma durante uma briga no trânsito, resultando em uma ação penal por disparo de arma de fogo em via pública.

Após a prisão, o Sinpol-SC divulgou uma nota assinada pelo presidente da entidade, Elmar Schmitt Osório, esclarecendo que Anderson não é mais filiado ao sindicato e enfatizando que os eventos que culminaram em sua condenação não têm relação com o exercício de funções públicas. A nota também destacou que a detenção foi resultado do cumprimento de um mandado judicial brasileiro em razão da regressão de regime prisional.

O caso de Anderson de Amorim levanta questões sobre a conduta de agentes de segurança e suas repercussões, especialmente considerando seu histórico como ex-presidente de uma entidade que representa policiais civis. A prisão, realizada em território americano, reflete a colaboração internacional em casos de interesse criminal que envolvem cidadãos brasileiros.

Deixe um Comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *