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Fenômeno El Niño promete intensificar clima em Santa Catarina até 2026

O fenômeno El Niño, que se intensifica no Oceano Pacífico, está gerando preocupações sobre a possibilidade de climas extremos em Santa Catarina. Dados da Administração Oceanográfica e Atmosférica Nacional (NOAA) indicam que a chance de o evento alcançar uma intensidade significativa entre setembro e dezembro de 2023 é de 95%. Essa probabilidade reflete um aumento em relação a previsões anteriores, gerando um alerta por parte da Defesa Civil.

A Defesa Civil de Santa Catarina destaca que a maioria dos modelos meteorológicos globais aponta para uma força impressionante do El Niño, que pode trazer consequências diretas para a região. A temperatura da superfície do mar na área conhecida como Niño 3.4 já apresenta uma anomalia de 1,8 °C, o que é considerado um cenário forte e preocupante.

Além disso, o clima em Santa Catarina não é determinado apenas pelo fenômeno no Pacífico. A interação entre o Oceano Atlântico Sul e as massas de ar polar que descem do sul do continente também desempenha um papel crucial. O comportamento dos ventos e a umidade que chegam ao estado dependem do estado das águas do Atlântico, que influenciam diretamente a formação de ondas de frio.

A Defesa Civil ressalta que a combinação do aquecimento das águas do Pacífico com as condições atmosféricas locais contribui para a complexidade do clima em Santa Catarina. Portanto, a previsão de frio rigoroso e anomalias climáticas não pode ser atribuída a um único fator, mas sim a uma sinergia entre vários elementos.

Com o aumento da intensidade do El Niño, o estado pode enfrentar desafios significativos em termos de temperatura e precipitação. Especialistas alertam que o fenômeno pode resultar em pelo menos seis ondas de calor até dezembro de 2026, colocando em risco a agricultura e outros setores que dependem de condições climáticas estáveis. A situação requer atenção e monitoramento contínuo por parte das autoridades e da população em geral.

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