Jair Renan Bolsonaro, que se candidata a deputado federal por Santa Catarina, não informou sua orientação sexual no registro de candidatura entregue à Justiça Eleitoral para as eleições de 2026. Essa informação é considerada facultativa pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), permitindo que o candidato escolha se deseja ou não divulgar tais dados.
Até o momento, dos 8.229 registros de candidaturas, 3.640 (44,23%) optaram por não revelar a orientação sexual. Entre os que se manifestaram, 4.398 se declararam heterossexuais, enquanto 69 se identificaram como bissexuais, 63 como gays, 42 como lésbicas, 11 como pansexuais e seis como assexuais.
O TSE permite que um candidato declare sua orientação sexual, mas também possibilita que o campo permaneça em branco. Até o presente momento, não há registros de candidaturas que se enquadrem nesta situação. No registro atualizado, Jair Renan se identificou como homem cisgênero e declarou estado civil de solteiro. Em 2024, quando se lançou pela primeira vez em uma disputa eleitoral, ele havia se declarado heterossexual.
Outro caso que chamou a atenção foi o do ex-jogador Luis Fabiano, que aparece no sistema do TSE classificado como assexual. O MDB, partido de Fabiano, informou que a informação foi inserida por engano e que a orientação sexual do candidato será corrigida na Justiça Eleitoral. Segundo a definição do TSE, a assexualidade é caracterizada pela construção de laços afetivos e emocionais mais fortes do que a atração sexual.
Essas questões sobre a orientação sexual dos candidatos estão gerando debate e reflexão sobre a diversidade e a representatividade nas eleições. Com a proximidade do pleito, é importante que os eleitores estejam atentos às propostas e perfis dos candidatos, independentemente de suas orientações pessoais.












