A Justiça do Rio de Janeiro indeferiu o pedido de prisão domiciliar humanitária feito pela defesa do ex-ator da Globo José Dumont, que está com 76 anos. Ele cumpre uma pena de 10 anos e quatro meses em regime fechado por crimes de estupro de vulnerável e posse de pornografia infantil.
A solicitação para que Dumont pudesse cumprir a pena em casa foi embasada em questões relacionadas à sua idade e ao estado de saúde do ator, que sofre de hipotireoidismo e faz uso contínuo do medicamento levotiroxina. No entanto, antes de decidir, a Justiça determinou que ele passasse por uma avaliação médica oficial.
O laudo médico, elaborado por um especialista da Secretaria de Estado de Administração Penitenciária (Seapen), avaliou que o estado geral de saúde de José Dumont é considerado regular. No exame, ele foi classificado como lúcido e orientado, além de estar recebendo acompanhamento no ambulatório da unidade prisional para tratar de hipotireoidismo, hipertensão arterial e distúrbios do sono.
Com base nas informações obtidas na avaliação médica, a Justiça concluiu que não havia motivos suficientes para a concessão da prisão domiciliar humanitária. Assim, a negativa da solicitação foi fundamentada na condição de saúde do ator, que, apesar de apresentar algumas questões clínicas, não justificou a mudança de regime.
Além disso, José Dumont foi condenado por ter 240 imagens de pornografia infantil armazenadas em seu celular, o que também pesou na decisão da Justiça. O ator, que já foi um nome conhecido na televisão brasileira, enfrenta agora as consequências legais de seus atos, enquanto continua a cumprir sua pena em regime fechado.












